domingo, 15 de junho de 2008

Tudo que você não soube

"Não pode haver nexo em cobiçar a vida desses que se divertem tanto, numa situação tão idiota: areia, calor, água fria, mosquitos. Mas é que eu, numa praia, sou uma anomalia. À luz do sol, sem roupas, sou desvendada e exponho ao público minhas feridas". Fernanda Young.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Mais uma vez

Decidi, hoje eu soube e não posso negar que me senti aliviada. Vou voltar para São Paulo e todo seu caos e sua beleza, voltar para a minha família e meus amigos queridos.
O que eu vou fazer? Ainda não sei, mas um dia eu descubro.
Deixo em Salvador uma grande amiga e as esperanças que eu cheguei e que aqui vão ficar.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sex and The City - O Filme




Como muitos amantes da série produzida pela HBO, fui conferir o longa, sem me preocupar com algumas críticas dizendo que o filme era longo demais, que poderia ser editado de uma maneira que parecesse mais ágil, que o tema principal havia se perdido e etc, etc.
Sim, o filme é longo. Sim, as vezes ele é lento, e na minha opinião, poderia ter sido editado em algumas ocasiões. Sim, o tema principal mudou. Estragou o resultado final? Não.
Poderia o tema central não ter mudado? Afinal de contas, minha gente, as fabulosas mulheres de Nova Iorque estão mais velhas e interessadas em outros assuntos. O erro não seria mostrar essas mesmas mulheres agora na casa de 40 e 50 anos com os mesmos interesses das mulheres de 20?

E não acredito que o filme assim como era a série tenha como assuntos principais, futilidades e apenas assuntos de mulheres. Isso eu também nunca entendi, o que são assuntos femininos e assuntos masculinos? Moda é assunto feminino e futebol é masculino? Poesia é coisa de mulherzinha e livros de detetives são coisa de macho? Isso é mais estereotipado do que os estereótipos que alguns dedicam à série e agora, ao filme.

E o que são futilidades? Num mundo povoado de revistas de fofocas, de famas repentinas, de danças do créu e derivados, falar de sexo, de sentimentos, de inseguranças, de medos, de vazios e de amor são futilidades? Será que a futilidade está no fato das personagens gostarem de sapatos Manolo, roupas Dior, Carolina Herrera e etc? Mas quais são as mulheres que não gostam? A diferença é que umas têm como gastar sua grana nisso, outras não conseguem pagar o aluguel. Mas a pergunta persiste: Seria o desejo de comprar esses utensílios uma futilidade?

Mas mais do que isso eu acredito que essas mulheres fabulosas tenham aberto caminho para tantas mulheres desejarem ser como elas: independentes, confiantes, e abertas à novas possibilidades. Será que isso também é politicamente incorreto?
Eu acredito na possibilidade de identificação e desaprovo o maniqueísmo de tantas críticas.

Sendo assim, salve salve Sex and The City, uma maneira televisiva e neste momento, cinematográfica inteligente, sensível e irônica.


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Do amor...


Amor é quando não precisa-se dizer dele, é natural, é coisa de pele, é sentimento de urgência, é querer estar todo o tempo compartilhando os momentos em que choramos, rimos, fazemos coisa nenhuma.
É estar por estar, ficar por querer, tocar sem pedir, olhar por admiração e respeito.
É desejar uma casa ou uma cama, muitas vezes colocar um anel e fazer um pedido, é querer ter um filho e chorar quando descobre que ele vai existir.
É sonhar junto mesmo separado pela distância, pelo tempo, pelo trabalho, por burocracias da vida.

Do fundo do meu coração eu acredito que isso exista.
Não vou poder estar no casamento de minha irmã e provavelmente no nascimento do meu sobrinho, mas eu sei do amor...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Amy Winehouse


No site da Mtv, foi publicado um texto de Rafa Losso, e eu publico aqui porque assino embaixo de tudo o que ele escreveu, apontou, sem julgamentos morais e críticas à conduta social da cantora e compositora britânica.

"Quando um artista iniciante define o rumo da sua obra, passa à História suas intenções, angústias e defeitos. Às vistas do sucesso comercial, vivencia a potencialização de tudo aquilo que impulsionou os primeiros passos de sua carreira.
Há aqueles que começam a cantar para fugir de seus problemas, e se atiram ao universo subjetivo da arte para curar as feridas da alma com os aplausos e a atenção do grande público.
Em nossa cultura ainda não conseguimos fornecer proteção suficente para aqueles que desenvolvem uma sensibilidade acima da média, mas não conseguem administrar seus próprios fantasmas depois que o show acaba. Para que possamos aprender sobre nós mesmos, incentivamos e cobramos a sinceridade suprema daqueles que escrevem letras e nos emocionam com o conteúdo das suas vivências. Mas ignoramos as pessoas atrás dos holofotes, aquelas que voltam para casa depois de expostas, esgotadas, sentindo-se humilhadas e em um estado extremamente vulnerável.
Amy Winehouse é uma artista completa em nossa concepção cultural. Suas músicas já viraram trilha sonora de nossos dias. Suas letras já foram incorporadas na maneira com que enxergamos o agora. Mas está sem condições de continuar.
As imagens do show que fez na última sexta-feira, frente às 90.000 pessoas do Rock in Rio Lisboa, formam um pedido por socorro, não o primeiro ou o último. Como tantos outros antes, é um pedido claro, estridente, feio. Tão incômodo que a maioria prefere ignorá-lo, como se fosse parte do espetáculo, um truque para emocionar os mais suscetíveis.
E a história de Amy Winehouse tem um agravante trágico: a cantora não assume a posição de vítima. Em coerência com as suas letras, insinua que está tudo sobre controle, e que o estilo de vida que vive é o que escolheu. Isenta a coletividade da responsabilidade que tem. Põe os calçados do mártir, como se outro caminho não existisse para a imortalização de uma obra.
E não sabemos o quê fazer com ela. Enquanto não soubermos, melhor seria se Amy Winehouse ficasse em casa, longe daqueles que formam uma verdadeira ameaça para sua vida. Nós."

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Argentino perseguido en Brasil

Jose Luis Agdamus (70 años) maestro internacional de ajedrez, representante olímpico argentino vice-campeón argentino y campeón Brasilero de ajedrez, es negligenciado por las autoridades brasileras. Esta muriendo en una celda insalubre en una prisión de Espírito Santo, estado del sudeste Brasilero.
Acusado infundadamente por un ex-empleado de su empresa, está preso hace más de 2 años sin juzgamiento. Es humillado, maltratado y robado por otros habitantes del presidio, victima de comprobada e injustificada xenofobia por parte de los responsables por su detencion.
Preso sin respetar sus derechos promulgados por la propia ley brasileña, según la cual tendría derecho a responder al proceso en libertad, ya que tiene residencia fija, patrimonio inmobiliario local, documentación brasilera correcta, sin antecedentes policiales, ni detenido in fraganti.
Agdamus esta em pesimo estado de salud. Es diabetico, sufre de hipeertensión y disturbios respiratorios.
Su esposa e hijo brasileros piden que el pueblo, las autoridades e instituciones de Derechos Humanos de Argentina tomen conocimiento y unan su protesto al de su familia por la negligencia y abandono que esta sufriendo este ciudadano argentino, residente brasilero!
La politica exterior de Brasil adopta el principio de reciprocidad de conducta. Sera que los brasileros residentes en Argentina son tratados con la misma injusticia y abandono?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mais do mesmo

O novo livro do psicanalista Contardo Calligaris, "O Conto do Amor" me decepcionou. Fã que sou dele, o seu primeiro livro ficçional deixa a desejar porque ele não contém o que é característico de seu autor, a passionalidade de suas análises, das pessoas e das sociedades que estas estão inseridas.
Um pouco mais de 100 páginas, lido em 40 minutos e questionado por mim por algumas horas.
Fracasso dele ou alta expectativa minha?
Sugestão de que um pouco das duas coisas. Calligaris está acostumado com a "vida real, nua e crua" e ao criar seus personagens, - bastante biográfico, por sinal - parece proposital que o autor não se interessou em enveredar pelas características psicólogicas dos seres "inventados" por ele. Será que ele está cansado das misérias humanas? De mexer na ferida, de diagnosticar as doenças sociais? De ir fundo nas dores pessoais?
Se for assim, compreendo a sua escolha, porque psicologizar e analisar o tempo todo, entender, justificar, explicar os atos humanos depois de um tempo cai numa mesmice, porque por mais diferente que a pessoa possa achar que é, ela não é.
As pessoas e suas patologias são cada dia mais semelhantes, e muita semelhança dá tédio! Assim como o livro de Contardo, que é mais do mesmo na literatura universal.

domingo, 18 de maio de 2008

My Blueberry Nights


Há muito tempo eu não saia tão emocionada do cinema. Ontem assisti, "Um Beijo Roubado" (My Blueberry Nights), primeiro filme em inglês do cineasta chinês Wong Kar Wai.
No elenco uma porção de gente famosa incluíndo a cantora Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman e Rachel Weisz. Li algumas críticas dizendo que Norah Jones estreou muito mal como atriz. Não é a minha opinião, e quem liga mesmo para críticas?


Eu senti tantas saudades de sentir o que tocou o meu peito e fez derramar tantas lágrimas, e eu encontro novamente o cinema, a sétima arte.

Poderia-se dizer que a película trata de uma mulher que descobre a América, mas mais do que isso ela descobre a si mesma, e como o filme se passa em sua maioria em locais fechados como bares, restaurantes e cassinos, o olhar da personagem principal é focado na angústia, no sofrimento, no vazio, na decepção, nas dores dos outros. E é tanta dor...


As imagens que Wong Kar Wai coloca na telona são coloridas, muito azul, muito vermelho, muito rosa, para fazer um contra-tempo com o cinza acentuado da vida dessas pessoas em busca (não de um sonho grandioso), mas, de companhia, de conversa, de entendimento, de superação. (Será que eu estou enganada e no mundo atual essas coisas são grandiosas?)
A cena do tal "beijo roubado" do título em português, é tão incrível que o cineasta dispensou qualquer nota musical.
Falando em música, o cineasta chinês também escolheu bem: além de Norah Jones, Cat Power, Otis Redding, Ry Cooder e Cassandra Wilson.


Mas é só um filme de amor para quem quer vê-lo dessa maneira...
Se assim for, eles perderam 90% do filme.




sexta-feira, 16 de maio de 2008

Nos salvando do lugar-comum...


No disco novo de Arnaldo Antunes, a belíssima, "Contato Imediato".
Quem puder ouça!


Peço por favor
Se alguém de longe me escutar
Que venha aqui pra me buscar
Me leve para passear
No seu disco voador
Como um enorme carrossel
Atravessando o azul do céu
Até pousar no meu quintal
Se o pensamento duvidar
Todos os meus poros vão dizer
Estou pronto para embarcar
Sem me preocupar e sem temer
Vem me levar
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou
Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você
No seu balão de são joão
Que caia bem na minha mão
Ou numa pipa de papel
Me leve para além do céu
Se o coração disparar
Quando eu levantar os pés do chão
A imensidão vai me abraçar
E acalmar a minha pulsação
Longe de mim
Solto no ar
Dentro do amor
Livre para navegar
Indo para onde for
O seu disco voador


(Arnaldo Antunes - Marisa Monte - Carlinhos Brown)

terça-feira, 13 de maio de 2008

São Paulo, je t'adore


É que quando cheguei por aqui - Salvador - eu nada entendi. O mesmo país de onde vim e um lugar estrangeiro.
Na orla os coqueiros dançam com o vento e nos quiosques a vida (ou o dia, ou qualquer coisa) é comemorada com cerveja e risadas. Esse é o lugar da celebração de tudo e coisa nenhuma.
Um senhor atrás de mim na fila do banco que demora horas, como se não existisse problema, agradece por estar um dia tão ensolarado. (Que novidade!)
Eu nervosa por causa do calor, por casa do desdém das caixas do banco, da indiferença das pessoas que esperam, começo a gritar ironizando o banco, os profissionais que ali trabalham, a cidade, o estado, pensando em voltar logo para perto do ventilador e do meu whisky.
Nesse momento me dá um aperto no peito de saudade das pessoas que correm atarefadas e engravatadas na Av. Paulista e do frio do estado de São Paulo que me acolhe.
E por mais estranho que seja, prefiro as pedras, o mármore, o cimento, a fumaça, o frio e as pessoas mau-humoradas ao mar, à brisa, às pessoas efusivas e ao calor que me deixa exausta.


"Faz sentido dividir as cidades em duas categorias: aquelas que continuam ao longo dos anos e das mutações a dar forma aos desejos e aquelas em que os desejos conseguem cancelar a cidade ou são por esta cancelados". Itálo Calvino.

sábado, 10 de maio de 2008

Existirmos: a que será que se destina?

Alguns (muitos) me acusam de prepotência e me jogam na cara a falta de humildade, mas dizem de uma palavra que não sabem o significado. Prepotente é aquele que abusa do poder e da autoridade, opressivo e tirânico, e o único abuso de poder que possuo é libertador: falar e fazer o que eu penso, é exprimir com todas as minhas forças os meus ideais. E se eu tenho perto de mim inúmeras pessoas que não têm medo de suas próprias idéias, é porque a única coisa que realmente me interessa é aprender.
Aprender através da passionalidade dos outros, do amor verdadeiro e sem clichês, do desespero exposto feito ferida aberta, do cansaço dos dias sempre iguais feito por indivíduos que acreditam que estar bem informado é saber os resultados do futebol do domingo passado e saber cantar a última besteira do jabá da rádio da cidade.
Sou tirânica sim ao escolher a dedo quem eu quero que esteja ao meu lado, que não são muitos, e não sou humilde com quem sempre teve a possibilidade de estudar, de se postar diante tantas covardias acontecidas todos os dias, de esclarecer, de ajudar, colaborar, reunir, indagar e de tudo, preferem se omitir.
Não tenho nenhum poder sobre ninguém e hoje ninguém tem poder sobre mim, e é assim que com aqueles que eu amo vou caminhando a tal da estrada que nos foi imposta, colocando sempre o dedo na ferida, expondo as entranhas e debatendo desde coisas triviais até aquelas que nos machucam a alma.
Amar e respeitar o outro é fazer ele crescer e crescer junto, é aceitar que lhe cavem sempre mais fundo, é despertar a vontade de ser, além da parca experiência de existir.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Cheiro do Ralo

Literalmente uma merda.
Não sei porque ainda insisto em assistir filme nacional.
E convido os pseudo-intelectuais que amaram essa porcaria a tentarem me explicar por que isso é "cult".

domingo, 4 de maio de 2008

Fim da Brincadeira

"Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entro o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra esse formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão!)"
Cecília Meireles escreveu esse poema infantil em 1964.
Em 2008, as crianças não brincam em jardins, as flores de casa são de plástico, as borboletas são animais indesejáveis, lagarto é animal de zoológico, primavera e verão são a mesma coisa, não conhecem canções, não brincam com sapo, cigarra ou grilo e são todos tão tristes.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Qual a resposta?

Meu pai me ensinou indiretamente a ter e ser calma, ter paciência e esperar por dias melhores.
Pai, eu falhei. Falho todos os dias, porque não tenho e não sou calma, porque sou impestuosa e as minhas esperanças estancam a cada dia.
Estou perdida e completamente impaciente.

sábado, 26 de abril de 2008

A religiosidade e seus símbolos

O diabo é um mito vizinho ao do dragão, simbolizando o encerramento, o limite. Passar desse limite é ser maldito ou sagrado, "vítima" do diabo ou eleito de deus, é a queda ou ascenção.
Religiosamente, o diabo é o divisor, o desintegrador e preenche uma função que é a antítese exata do símbolo: a de reunir, integrar. Ao mesmo tempo ele exprime a combinação das forças e dos 4 elementos da natureza em meio dos quais se desenrola a existência do homem. Essa parte específica fica fora das aulas de catequese e das missas dominicais...
É hermafrodita, lembrando os domínios do inferno, onde o homem e o animal não se diferenciam.
Pergunta: Só no inferno não há diferenciação ou o inferno é a Terra?
E psicologicamente falando, se o diabo é a regressão ao desejo de satisfazer suas paixões, não é interessante afirmar a importância de seu simbolismo que é a própria importância fundamental da Libido, sem o qual não há desabrochar humano?
Interessante assinalar também que o símbolo do demônio é uma iluminação superior às normas habituais que permite ver mais longe e com mais segurança, mas para a demonologia cristã, os demônios são apenas anjos que traíram a própria natureza revelando-se inimigos de toda a natureza, antagonistas do ser.
O dragão, na visão cristã, aparece essencialmente como um guardião severo ou como um símbolo do mal e das tendências demoníacas, mas na verdade o dragão é o guardião dos tesouros ocultos. Psicologicamente podemos interpretar o símbolo do dragão como o guardião de nossos pensamentos, desejos e sentimentos inexpressados, não manifestos. Tal visão também fica fora das "escrituras" e dos ensinamentos da igreja cristã.
Na dita "sociedade divina", dragão é visto como um símbolo do mal, mas no oriente é o símbolo do mercúrio filosofal. (E iso pode ficar interessante se os que estiverem lendo esse texto também forem leitores de Harry Potter) já que os dois dragões que se dão combate designam duas matérias em busca da pedra filosofal e são sentinelas do portão do jardim onde é possível colher sem medo os pomos de ouro.
Não entendo até o determinado momento, porque a igreja cristã não tentou censurar os livros do pequeno bruxinho...
Os teólogos são tão previsíveis a ponto de divulgar incessantemente apenas as imagens de São Jorge e/ou São Miguel em combate com o dragão, ilustrando assim a luta perpétua do bem contra o mal.
Onde eu quero chegar? Na sociedade moderna já não existe uma diferença grande entre o bem ou mal, mas a igreja ainda com a mentalidade da idade medieval acredita no maniqueísmo para obter poder e assim influenciar milhões a praticarem atos violentos em seu nome.
A religião não salva, ela matou e continua matando todos os dias com a ignorãncia unilateral de seus precários ensinamentos.
Salve-se quem puder ou quiser.
(Agradeço à Nina pela ajuda do tópico).