segunda-feira, 27 de abril de 2009

E mais nada

Linda música de José Messias na voz de Caetano Veloso:
"Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor
Amor e mais nada".

terça-feira, 21 de abril de 2009

Rituais

Quando a gente gosta, não tem jeito mesmo - tentamos lembrar de alguns episódios da vida passada e remontar no presente. Quando eu vou ao cinema e assisto algo bonito, eu falo sozinha: Fá, você iria gostar tanto desse filme, tenho certeza. Ou, Fabiana, essa música é a sua cara, se parece com aquela...que você tanto gostava.
Muitas vezes me vejo tomando café e pensando se meu pai gostaria de um copo, como ele sempre pedia. As vezes me sinto quase culpada por tomar e ele não. Em postos de gasolina de meio de estrada, esse pressentimento, sentimento ou sei lá qual o nome disso é sempre mais pulsante. Quando vou atender um paciente e não estou bem certa do procedimento ideal, eu peço à Heleninha que me guie, mesmo não acreditando que ela possa estar em algum lugar para me guiar.
E para os vivos eu faço o mesmo tipo de "oração", como se de alguma maneira enigmática eles pudessem me ouvir, mas eu sei que não ouvem, e são pedidos em vão de mim pra mim, de uma pessoa que desistiu de ficar na cama isolada dos outros por querer viver, e não sobreviver aos dias. Mas viver é tão difícil, sorrir muitas vezes é quase impossível, sonhar parece algumas vezes besteira, e eu ainda em trancos e barrancos não consegui entender como é que se vive, vou do céu metafórico ao inferno simbólico em menos de 5 minutos, e claro, recorro aos mortos para viver melhor com os vivos.
E não, não se aprende muita coisa com o tempo, aprende-se a realizar pequenos rituais para continuar, continuar, continuar...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Um pedaço do Brasil


Em 1992 a Rede Globo colocava no ar a minisérie "Anos Rebeldes", sobre os anos da ditadura militar no Brasil. Um grande elenco para rememorar a estupidez cometida nos anos bárbaros.
Se hoje o Brasil não é lá grandes coisas e há gente que ainda não vê menor orgulho de chamar de pátria, recomendo comprar/alugar os Dvds lançados da série.

É bom lembrar que vivemos um reflexo de tudo que fomos, e que os tempos estão difíceis, mas que os tempos foram piores. Não me orgulho desse país, da corrupção estampada todos os dias nos jornais, na deselegância e incompetência de nossos governantes, do povo trabalhando duro e passando fome. Mas, se hoje podemos falar e escrever sobre qualquer coisa, se podemos dar nossa opinião contra ou a favor do governo, de incitar palestras, passeatas e escolher em quem votar foi por causa de pessoas incríveis que abdicaram de ganhos e vidas pessoais por uma causa. Essa causa não foi perdida e deve ser lembrada sempre, porque apesar de momentos horrorosos, houve também momentos de glória, de companheirismo, de solidariedade. Se uns viviam em total indiferença, outros davam suas vidas e morriam em nome dessa pátria. O Brasil não deve ser feito e lembrado apenas pelo seu futebol, pela mulata sambando no carnaval e pela cervejinha no bar. Por que não contar a história do Brasil a partir dessas pessoas extraordinárias?

Me recordo, no ano em que a série foi apresentada, no último capítulo, a repercussão causada pela morte de Heloísa (vivida pela fantástica Cláudia Abreu). As pessoas choravam e chamavam sua morte, de estúpida, sem associar que, muitos jovens, morreram exatamente daquela forma.
Não vou me prolongar falando de política, porque não é um assunto que eu domina e saiba dizer bem.

Anos Rebeldes foi um marco na televisão brasileira (nem só de porcaria vive a TV Globo), lembrar de algumas cenas antológicas, principalmente as contracenadas entre Cláudia e José Wilker, me fez muito bem. Torci de novo, chorei de novo, concordei e descordei de novo.
Assistir essa obra de Gilberto Braga pode (quem sabe?) incitar também às pessoas a pensarem diferente, agirem diferente, de uma forma menos apática, conformista e medíocre. Não é só sobre o nosso umbigo que o mundo gira.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O quereres

Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia
Que eu experimentei uma sensação que até então eu desconhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem
E ela me faz tão bem
Que eu também quero fazer isto por ela.

domingo, 12 de abril de 2009

Os Estranhos


Não assisti "Os Estranhos" (The Strangers) quando passava nos cinemas porque achei que era filme de terror, e alguns desses, prefiro assistir em Dvd. Então aluguei o supostamente filme de terror norte-americano que tem no elenco a bonitona Liv Tyler.
Problema: Ele não se encaixa nos moldes 'filmes de horror', mas segundo pontos de vista - inclusive o meu - o drama pode ser tão poderoso que se torna 'horroroso'. Lembro de me sentir vulnerável após o filme, mexida, pensativa, enfim, - para combinar com o título - estranha. Não que haja qualquer coisa nova no filme do diretor Bryan Bertino, mas há uma coisa que não queremos nos deparar nunca e por isso, na maioria dos casos, evitamos esse tipo de filme. O mal estar é gigantesco assim como o nosso medo de encarar os fatos ou como já disse Nelson Rodrigues: A vida como ela é. Exatamente como ela é. E ela é quase sempre um show de horrores e sempre de muito mal gosto.

A sensação foi muito parecida quando assisti "Violência Gratuita" (Funny Games) - o original. Tal sensação pode ser explicada porque os dois filmes falam da mesma coisa e numa linguagem muito similar. Os diretores dos respectivos filmes não querem nos poupar de cenas fortes, de atos arbitrários, de falta de consciência, de psicoses gravíssimas. Eles querem nos revelar. (Nos revelando também a respeito de nossos maiores medos).

Sinopse de "Os Estranhos": Kristen McKay (Liv Tyler) e James Hoyt (Scott Speedman) estão em plena viagem, rumo à remota casa de veraneio dos pais dele. Ao chegar depois de uma noite difícil, eles apenas querem descansar um pouco, mas o descanso é interrompido quando três estranhos mascarados invadem o local.
Quantas vezes nos deparamos com sinopses e histórias bem parecidas em outros títulos? Porque até para escrever a sinopse precisa-se ser ponderado, e não há como falar ponderadamente sobre invasão de domicílio, tortura, jogos psicológicos aterrorizantes e no final, morte estúpida. Logo, simplifica-se o processo.

Assisti "Os Estranhos" a noite, acompanhada e rememoro agora o que ela me disse (e nem estava na metade do filme), "não vou assistir mais, meu coração está doendo". O meu também doeu.
O filme é silencioso, quase todo o tempo - é como se assim pudessemos escutar os pensamentos de medo dos personagens que poderiam ser qualquer um, inclusive eu ou você que está lendo - e ele vai se arrastando e torturando cada um que assiste.
Três estranhos querem 'brincar' com o casal e eles quase não aparecem durante o filme, apenas são marcantes seus jogos de tortura, suas formas de impor suas presenças importunas e apavorantes e deles só se ouve uma frase durante todo o filme. A mocinha pergunta à eles o porquê daquilo tudo, e um deles responde: "Porque vocês estavam em casa". Simples assim, como em qualquer brincadeira. Os estranhos podem ser nossos vizinhos.

Esse feriado eu passei em uma chácara afastada de tudo e de todos e em determinado momento algo dessa natureza passou pela minha cabeça: e se alguém ou alguns quisessem ter comigo e minha acompanhante "funny games"? O que de fato, poderíamos fazer? Nada.
Esse é o nosso maior medo: a impotência de fazer qualquer coisa pela nossa sobrevivência.

Terror, suspense, drama? Eu acho "A Hora do Pesadelo" muito mais leve, já que nesse, os personagens para fugirem da morte, ainda podem acordar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Há de se tentar entender também os filhos


No meio do mês de março eu comprei e li o novo livro da autora Alice Sebold, que ficou conhecida pelo vendidíssimo "Uma Vida Interrompida" (que li também e já esqueci o enredo), mas comprei esse exatamente pelo novo enredo escrito por ela. O livro é "Quase Noite" e trata de uma filha que mata a mãe senil. Associei rapidamente ao "Tudo que você não Soube", último livro de Fernanda Young. Esse pra quem não sabe, fala quase do mesmo assunto, a filha pega um martelo e acerta a cabeça da mãe e escreve para o pai os motivos do seu ato muitos anos depois.

Enredos freudianos, histórias cotidianas, histórias que passam pela cabeça de muitos filhos, diariamente diga-se de passagem.
Quando Freud descreve sua teoria do complexo de Édipo, ele diz que INCONSCIENTEMENTE as crianças do sexo feminino querem eliminar as mães para poderem ficar com os pais só pra elas. Essa teoria chocou o século XIX, e colocada dessa maneira superficial ainda choca pessoas relativamente inteligentes do nosso século. Só que o velhinho com o famoso charuto acertou (ele era um gênio, e não um engodo, disso hoje tenho plena consciência).

Não realizei nenhuma pesquisa literária para catalogar quantos personagens matam seus pais, mas acredito serem muitos porque literatura é sonho e sonho não é mais que o desejo daquilo que apenas é pensado se tornar concreto.
A diferença é: Por que alguns apenas pensam ou sonham com isso e por que alguns conseguem concretizar o ato de matar algum dos pais? Ou os dois (vide o caso famoso de Susanne).
Defendo os dois livros, no caso em nenhum deles "as assassinas" eram pessoas ruins, maldosas, sociopatas, elas apenas cometeram o ato extremo de colocar em prática o que muitos não o fazem pelas regras sociais. (E aqui destaco, que bom que existem regras sociais).

Todos os seres humanos são capazes de matar, e quem disse isso não foi apenas Freud, Darwin foi também bem explícito. (Agora são 2 gênios para corroborar). E somos capazes de matar porque primeiramente somos animais e queremos sobreviver na selva. E apesar das regrinhas sociais isso é sim uma selva, basta abrir os jornais ou assistir os telejornais. E muitas vezes quem deveria nos dar carinho, amor e suprir nossas necessidades, não o fazem e pior, fazem o contrário, nos limitam, nos quebram as pernas. Há aí o desespero de não ter o que se precisa e o desespero de ter o que não se quer. E aqui fica ainda mais complicado quando a sociedade, a igreja e todos os outros órgãos importantes dizem que é PRECISO, necessário que se ame e se respeite pai e mãe. Mas e quando pai e mãe não respeita filho?
Todos os dias filhos travam lutas pessoais de amor e ódio, de passado, presente e um futuro ambíguo, de um carinho na memória e de trezentas surras marcadas no corpo, de abusos psicológicos e físicos. Lutas absurdas não de vida, mas de sobrevida, de sobrevivência nas casas que frequentam dia e noite.

Os assassinos (sejam eles sociopatas ou não) são criados pelos pais, e são esses mesmos pais que os transformam em seres sociais, educados, seguidores das condutas sociais, ou, monstros. E não defendo o ato de matar mãe e pai obviamente, mas defendo o ato de se julgar mãe e pai junto com o filho, mesmo que um deles ou ambos estejam mortos. (Julgar licitamente, pelas leis do Direito, pelas leis da igualdade proposta pela justiça e pêlos direitos humanos).
Defendo também o direito de se discutir tal assunto, e não fazer dele um tabu, ou algo abominável que não se deve falar. (Deve-se falar sobre quase tudo).

"Quase Noite" é um livro parado, sem muitas emoções, assim como a vida da filha que comete o ato insano de matar a mãe, "Tudo que você não soube" é um livro ágil, provocativo, que reflete a pessoa que escreve. Assim como cada ato "inapropriado" que seja humano, depende de cada um.
Não vamos colocar tudo no mesmo pacote...

terça-feira, 31 de março de 2009

Ela


Fui conferir "Ele não está tão afim de você".
Bonitinho, um pouco longo, mas tem ela, e ela é linda e genial e supersexy sempre.

sexta-feira, 27 de março de 2009

In Dreams

A menina passa por mim com uma rosa branca presa no cabelo preto escorrido, calça jeans rasgada, camiseta suja e tênis maltrapilho.
Senta num bar imundo, acende um cigarro e pede uma cerveja. Brinda sozinha pelo dia cansativo, pela noite fétida que virá, pelos sonhos mutilados com o tempo e passa a mão nas rugas que já se formam perto dos olhos e sorri um sorriso amarelo, quase perdido.
Mas ela ainda sorriu e ainda tem uma rosa.
Que venham os dias...

domingo, 22 de março de 2009

Só por causa de você

-Você acredita no amor?
Às vezeu eu acredito que o amor morre, mas que a esperança é a última que morre. Às vezes eu acredito que a esperança morre, mas que o amor permanece. Às vezes acredito que o sexo e a culpa geram o amor, e às vezes eu acredito que o sexo e a culpa geram um bom sexo. Às vezes eu acredito que o amor é tão natural quanto as marés, e às vezes eu acredito que o amor é um ato de pura vontade. Às vezes eu acredito que algumas pessoas se saem melhor no amor que outras, e às vezes eu acho que todo mundo está fingindo. Às vezes eu acredito que o amor é essencial e às vezes eu acredito que o único motivo que o torna especial é o fato de que, se você não o tem, você passa todo o seu tempo procurando por ele.
-Sim, acredito.
(Para você).

sexta-feira, 13 de março de 2009

Vicky Cristina Barcelona


Acho que a maioria cataloga esse filme como comédia, mas em mim doeu. Muito.

domingo, 8 de março de 2009

Escapismo necessário


Só consegui assistir "O Leitor" (The Reader) no cinema hoje, mas valeu a espera.
Mas eu não quero escrever o que a maioria anda escrevendo sobre o filme: a atuação de Kate Winslet. Isso para quem entende de cinema, sabe que a atriz britânica é brilhante, seja qual filme ela esteja presente. Quase unanimidade.

Eu sai do cinema quase agora e ainda estou paralisada, emocionada, intrigada a respeito da história contada com uma sensibilidade incrível. E são nesses momentos que eu gosto de escrever.
Do que se trata o filme? Eu não sei bem responder. Alguns podem ter uma resposta pronta, mas acredito que ele trate - pelo menos pra mim - sobre o amor pela arte. Nesse caso, a arte da literatura, ou o amor pela literatura, ou mesmo o amor que se instala entre as pessoas através de gostos e encantamentos pelo que os emociona.

Sempre acreditei que a arte nos redime das nossas vidas difíceis, da realidade dura, crua e nua, dos traumas, das insanidades cometidas dessa civilização, das guerras, do trânsito caótico, do trabalho árduo, da pouca grana, da insensibilidade de muitos, do nosso olhar viciado e tantas outras coisas que tornam nossas vidas muito, muito complicadas. É um novo olhar, uma nova perspectiva, é o sonho da realidade, é a imaginação, a poesia que nos liberta dessa nossa condição humana tão arcaica.
Muitas vezes pergunta-se a intelectuais para que serve a arte e logo escutamos discursos longuíssimos e chatos. Mas a resposta (ou respostas) podem ser tão mais simples, porque não se trata de dialéticas ou charadas, mas de olhares, da subjetividade humana de criar escapismos tão fundamentais para enfrentarmos os nossos problemas diariamente. É uma forma de respirar um outro ar, não tão poluído.
O filme não é maniqueísta, não faz julgamentos, não censura posturas, nem é focado em questões morais. Ele é livre de intenções éticas, assim como a arte de forma geral. A arte é, felizmente, anarquista, não é elitista, como pensam muitos, ela é popular, é geral, é coletiva. Encanta pobres e ricos, culturas de todo canto do mundo, e assim deve ser.
Então, quem me lê nesse blog e como eu, gosta de cinema, de literatura, da arte, e ainda não viu o filme, corra para o cinema e se esconda um pouco do cotidiano perverso que estamos inseridos.

"Temos a arte para que a verdade não nos destrua". Nietzsche.

"Seja qual for o caminho que eu escolher, um poeta já passou por ele antes de mim". Freud.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Se eu sofrer por você, você me ama?


Ultimamente tenho atendido alguns pacientes e conversado com alguns amigos sobre amor e relacionamentos. E o que me espantou foi que eles possuem características semelhantes: para sair de uma vida depressiva e traumática, se envolvem com pessoas problemáticas ou que não demonstram tanto amor por elas para que a vida se transforme num turbilhão de sentimentos, que possibilita não lidar diretamente com a dor. Previnem a depressão através da agitação criada por um relacionamento instável.

A maioria dessas pessoas vêm de lares desajustados em que suas necessidades emocionais não foram satisfeitas e como consequência, tentam suprir essas necessidades através de outra pessoa, tornando-se superatenciosas, principalmente com parceiros carentes. Na infância não puderam transformar seus pais em pessoas atenciosas e afetuosas, então reagem ao tipo de parceiro inacessível para transformar a pessoa através do seu amor.
Com medo de ser abandonadas, essas pessoas fazem qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento, arcando com a responsabilidade, a culpa e as falhas dele (a culpa nunca é do outro). Na maioria das vezes apresentam também, auto-estima baixa e acreditam que não merecem ser felizes, ao contrário, acreditam que devem conquistar o direito de desfrutar da vida.
Outra característica é que essas pessoas estão muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser que com a realidade da situação (como já disse Cazuza: adoro um amor inventado).

E mais do que toda essa dor suportada, chamam isso de amor. Isso não é amor, é transferência pura.
Relacionamentos nunca são fáceis, mas alguns são extremamente chocantes, porque nos confrontamos com tudo aquilo que em teoria, a gente diz que nunca faria.
Não? Boa pergunta.

"Baby, baby, por favor não se vá
Acho que estou me embriagando na minha depressão" - The Last Blues Song.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Qualquer palavra


The teenage queen
The loaded gun
The drop-dead dream
The Chosen One
A southern drawl
A world unseen
A city wall
And a trampoline.


Palavras soltas de apenas mais uma canção. Palavras sem conexão manifesta, que traduz tudo o que eu sinto agora.
Nós somos sempre o latente.

domingo, 1 de março de 2009

And now?

Eu fico me questionando: de onde vem a tristeza que nesse momento estou sentindo?
Algum vazio que eu não sei nomear e que me preenche e que faz lágrimas escorrerem pelo meu rosto, que me faz querer ficar sozinha, que me faz ter vontade de nada, que destrói pensamentos e sentimentos bons em segundos, que desmancha esperanças em pouquíssimo tempo.
Eu sei que eu sonhei com você, pai. É isso? Será que os fantasmas das pessoas queridas vão continuar me perseguindo por todo o tempo.
O que eu faço disso que não consigo dizer?
Tristeza barata e vagabunda.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Observação

Como escrevi no post abaixo, fui assistir "Quem quer ser um milionário?" e achei a fotografia, a edição, a direção de arte e os atores muito bons.
Mas bom mesmo é sentar ao seu lado no cinema, bom mesmo é segurar a sua mão e melhor ainda, voltar com você pra casa...
E eu, eu te amo.