quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nova sensação: Paula Parisot


A Editora Leya está cada vez me surpreendendo mais! Dessa vez foi o livro da queridinha e protegida de Rubem Fonseca: Paula Parisot, "Gonzos e Parafusos". O texto não chega a 200 páginas mas é denso, mordaz e utiliza de muito humor negro. Não é um livro difícil nem tampouco fácil: é dolorido.

A psicanalista Isabela, assim como muitas analistas, é um ser machucado. Através de uma narrativa em primeira pessoa, Isabela fala de sua infância, seus pais, seus avós e seus poucos amigos e quase nenhum romance da vida adulta. A psicanalista do livro tenta se matar por duas vezes sem êxito. Não tem alegria de viver, nem muita vontade de morrer. Sobrevive aos dias, ao tédio, à vida burocrática, ao trabalho que nem sempre é grandioso e vive a loucura "normal" dos dias atuais: A falta de perspectiva, o receio da idade, o tempo que passa sem nenhum conquista valiosa, o peso da culpa, de remorsos, de tristeza, de perdas...

Paula Parisot chegou a publicar um livro de contos pela Companhia das Letras, chamado: "A Dama da Solidão", mas foi com esse trabalho atual que chamou atenção dos leitores e de grandes figurões. Não é pra menos. A autora escreve com traços clássicos uma história atualíssima e que dificilmente o leitor não se identifica.

Mas sejamos honestos: Parisot não é pra qualquer um. Ela cita determinadas coisas que só uma pessoa com uma certa bagagem cultural consegue absorver, por exemplo, as obras do pintor Gustav Klimt e de Egon Schiele e algumas pinceladas da teoria freudiana. Mas mesmo assim, ela consegue ser popular ao descrever sentimentos universais que tocam todos sem necessariamente nenhuma bagagem intelectual. O problema é que essas pessoas não perdem e não vão perder seu tempo comprando uma obra de uma escritora pouco conhecida. As pessoas já não têm o hábito de ler, e quando isso acontece, procuram logo a lista dos mais vendidos.

Um lado meu fica feliz. Não é todo mundo que merece uma escrita primorosa, bem cuidada e com segurança, são poucos os destinados a lerem algo do tipo de "Gonzos e Parafusos", pois Paula permanece com uma linguagem popular, mas de jeito nenhum é uma escritora pop. E que seja assim!

"Como disse Freud: A vida se empobrece e perde interesse quando a maior ficha do jogo da vida, a própria vida, não pode ser posta em risco.Por favor, não me critiquem dizendo que uso e abuso de citações freudianas. O que posso fazer? A verdade é: Freud nunca é demais." Pag 108.

Melhor ainda, se o livro for lido ao som de um jazz, a dica fica por conta de Charlie Rouse e seu cd, "epistrophy".

Obs: a imagem anexada nesse post é de Paula em uma de suas performances (ela também é performática) para divulgação do livro ao lado de Rubem Fonseca.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Criação


O longa conta a história e o drama do cientista Charles Darwin. E mostra quase que didaticamente a teoria que abalou o mundo das idéias há mais de 150 anos.

Darwin escreveu "A Origem das Espécies", em 1859 em uma Inglaterra vitoriana e crente em Deus. Mas o filme não mostra apenas o dilema do cientista em publicar o estudo em que "mata deus", mas os dilemas familiares: a perda da filha de 10 anos, a religiosidade de sua mulher, vivida nada mais nada menos por Jennifer Connelly, e sua saúde precária.

O filme não é sensacional, nem fica perto disso, mas tem uma interpretação poderosa de Paul Bettany, uma direção de arte bem feita, e uma história que prende não só os amantes da teoria darwniana, mas também os leigos (atrás de mim no cinema, o homem pergunta para mulher ao seu lado: do que se trata esse filme? - resposta: sobre a vida de Darwin - outra pergunta: quem é Darwin?) Se não fosse triste, seria cômico.

E para o mesmo anônimo que me perguntou porquê Jennifer Connelly era uma das maiores atrizes vivas, taí uma boa resposta: assista ao filme e perceba que mesmo fazendo um papel "menor", ela se destaca em cada fala, em cada expressão facial e corporal. Alem de ser bela, belíssima, de morrer e de viver.

Bora para os cinemas...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Informações importantíssimas (e rápidas)

Rápidas, porque elas me enojam. E importantes só em ironia...

Se não bastasse, agora a Igreja Católica vem afirmar que a pedofilia é originária da homossexulidade. Hum...nunca estudei isso na faculdade de Psicologia ou na pós-graduação em Psicanálise, mas claro, eu estou errada e a Igreja em sua grandiosidade e gente de bem é que está certa.
O presidente Lula foi pousar ao lado dos sobreviventes do Haiti, mas não deu as caras em Niterói. Mas não vamos ser injustos com o presidente. É que a foto de lá veincula mais do que aqui.

Nas próximas eleições temos candidatos importantíssimos: Tati Quebra-Barraco e Ronaldo Ésper (aquele mesmo que arrombou cemitérios). Boa votação para todos.

Quando a gente acha que não dá pra piorar, caímos num buraco ainda mais fundo...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O fenômeno dismitificado


Nesse final de semana eu resolvi alugar "Crepúsculo" e "Lua Nova" para tentar entender o porquê de tanto frenesi dos adolescentes em relação, tanto aos filmes quanto dos livros. Acho que entendi um pouco...

Nem de longe, nenhum dos dois filmes me cativou. Achei a história, os atores e até os efeitos especiais, ruins, por isso, ler os livros, está fora de cogitação. Até porque quem tem um pouco mais de idade e já assistiu há muitos filmes e uma porção sobre vampiros e lobisomens, sabe que existem muitos destes filmes que são superiores. O meu preferido continua sendo, "Drácula de Bram Stoker", com o incrível Gary Oldman no papel principal. Mas o interessante é realmente analisar o interesse dos jovens pela saga e o interesse não advém apenas de ser uma história sobre vampiros e lobisomens, aliás, isso é o de menos.

Quem tem adolescentes por perto ou convive com eles diariamente sabe da dificuldade existencial que eles passam. Continuam crianças ou são "quase" adultos? Ao que eles têm direito? Quais são seus deveres?

Os filmes narram principalmente a vida de uma humana e não de um vampiro ou lobisomem, e é nessa humana que muitos adolescentes se espelham. Uma adolescente que tem os mesmos problemas que todos os outros: pais divorciados, problemas de adaptação em casa ou num ambiente escolar, falta de amigos, solidão, falta de confiança nos pais e etc. E Isabela, a protagonista, apesar dos problemas comuns e naturais dessa idade, é destemida, forte, eloquente, inteligente e acima de tudo, sabe o que quer. Ela sabe o que a maioria dos adolescentes de hoje não sabem. Ela sabe o que quer da vida apesar dos medos que decorrem de suas escolhas. Ela é a heroína e a principal personagem, justamente porque escolhe.

Além disso, é curioso constatar que os filmes chegam a ser melosos, de tão românticos. Mas uma vez, não trata-se de um enredo sobre seres espetaculares e heróicos (no sentido sobrenatural), mas dos amores adolescentes. Na vida de uma adolescente de mais ou menos 15 anos, quem é o garoto bonzinho, ou o bad boy atraente? Em qual dos meninos da escola confiar para dar o primeiro beijo? Aqui, enfatizo, beijo, e não sexo, porque o filme é romântico, mas é assexuado.

Engana-se quem pensa que essa garotada desenfreada, em sua maioria são pessoas que querem ser "desviantes", desrespeitosos, mal educados. Eles querem a independência e por isso usam um arsenal de armas para que todos ao seu redor pensem exatamente que eles são difíceis. Mas não são. No fundo, o que eles querem é aquele amor romântico de centenas de anos atrás. Aquele mesmo da Cinderela ou de qualquer conto de fada. Eles querem se apaixonar loucamente e confiar plenamente nesse outro para poderem se entregar "de corpo e alma". E é exatamente isso que eles vêem nos filmes: uma entrega apaixonada de duas pessoas (aqui, pode retirar o fato de um deles ser vampiro), o vampiro é o conto de fada que se transforma no homem (menino, ou garoto) ideal.

"Crepúsculo" e "Lua Nova", enfim, servem para alguma coisa e os pais devem assisti-los para, exatamente, dismitificar seus filhos como seres irrresponsáveis e sem rumo. Eles têm rumo, só não encontraram o rumo a ser escolhido. Esses adolescentes amam e querem ser amados, e por terem dificuldade que isso aconteça (porque são sonhos e não a realidade), é que se portam, muitas vezes, de maneira irada e irresponsável. Querem ser notados.

Fora isso, a saga Crepúsculo não oferece mais nada. Mas não é pouco, diga-se de passagem.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lie to Me e a ciência




"Lie to Me" (aqui no Brasil, com o título horroroso de "Engana-me se puder") não é só um seriado norte americano interessante, ele parte de uma premissa viável e que chama atenção de qualquer pessoa: como detectar que o outro está mentindo? Pergunta fácil para o Dr. Cal Lightman (Tim Rooth), especialista em ler as expressões faciais e a linguagem corporal.
Estudos psicólogicos, psiquiátricos e neurológicos apontam que é possivel tal vertente de credibilidade. Juntos com biólogos, os especialistas chegaram à conclusão que as emoções humanas e a forma de expressá-las são inatas e universais. Em outras palavras: alegria, dor, raiva, nojo, vergonha, irritabilidade e outras emoções são mostradas pelas faces e corpos das pessoas da mesma maneira, sendo elas, crianças, adultos, idosos, brancos, negros, índios, praticantes de qualquer religião ou de qualquer parte do mundo.

A expressão facial da culpa é a das mais interessantes e mais fáceis de se detectar, é só olhar para as faces do ex jogador O.J. Simpson e do ex presidente George W. Bush. Mas as vezes essas expressões são tão rápidas que o locutor ou observador não conseguem identificar. Muitas vezes é necessário equipamentos de câmera para monitorar o que os cientistas chamam de "microexpressões".

Na série televisiva criada pelos mesmos produtores de "24 Horas", como em qualquer série de investigação policial, as coisas parecem mais simples do que de fato elas são. Mas "Lie to Me" é fortalecida por fatos científicos e bases concretas e empíricas.

Seria uma tremenda evolução para a maioria das ciências que essa técnica fosse mais estudada e que houvesse mais artigos e livros sobre o assunto. Se assim tivesse sido no passado, O. J. Simpson estaria na cadeia e o povo dos Estados Unidos não teriam elegido George W. Bush.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dicas rápidas


O livro de John Harding, chamado: "A menina que não sabia ler". Embora a edição brasileira tenha esse nome, o britânico e verdadeiro nome é: "Florence and Giles". Bonitinho e gostoso, contém algumas gafes e faltas, mas vale os dois dias que você leva pra ler. E depois de terminar o livrinho, mergulhe de cabeça no filme grandioso de Guillermo Del Toro, de 2006, "O Labirinto do Fauno". Contos de fadas são sempre bem-vindos!

O disco sen-sa-cio-nal da sambista e cantora carioca Mart'nália de 2006 (Só ouvi agora): "Em Berlim ao vivo". O cd conta com músicas de Caetano ("Menino do Rio"), Chico Buarque (Deixe a Menina/Sem Compromisso), "Estácio, Holly Estácio" (Luiz Melodia) e a deliciosa "Cabide" e "Celeuma" e "Fato Consumado" (Djavan). Vale cada minuto!

sexta-feira, 26 de março de 2010

O brilho eterno de uma mente COM lembranças

Obrigada por ter passado o dia e a noite comigo, conversando e rindo enquanto eu estava sozinha ouvindo as conversas dos apartamentos próximos, obrigada por segurar a minha mão quando de tarde o desânimo se aproximou, obrigada por ter me colocado no colo e respirado comigo quando o ar faltou durante a noite, obrigada por tentar me esquentar durante a madrugada. Obrigada por estar em meus pensamentos. O pensamento é capaz de inventar tudo aquilo que ele sente falta e assim sendo, obrigada, Fabiana.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Um segundo olhar




No prédio que eu moro agora, no quarto andar, uma das minhas vistas dá para duas casas vizinhas. A primeira, com piscina, churrasqueira, geladeira da Bohemia e muita gente bronzeada em dias de sol. Na outra, uma casa imensamente simples com um terreno grande e uma Belina enferrujada estacionada sem nunca sair de lá (acho eu que é Belina).
Quando mudei pra cá, achava a casa com a piscina incrível, as pessoas se reuniam para um churrasquinho e brindavam ao som de um gol na tv. Mas com o passar do tempo eu vi que era exatamente e só isso o que acontecia nessa casa: não havia uma aproximação maior entre seus visitantes e moradores, era (e é) algo como um clube onde as pessoas se encontram para bater-papo de vez enquando. A casa vive vazia quando chove e não tem circulação de gente quando não há sol, apenas um cara limpando a piscina de vez em nunca. Em compensação na outra casa, a mulher, que eu julgava solitária, recebe visitas todo o tempo. Ela está sempre com roupas simples, tipo camiseta maltrapilha e short de 10 anos, com seu cigarrinho na mão e aguando as muitas plantas do terreno. Uns dois ou três meses atrás, ela colocou pra tocar bem alto um disco da Janis Joplin com algumas das minhas canções preferidas, como : "Piece of My Heart", "Summertime" e "Maybe", outro dia, o que tocava era Rolling Stones, daqueles discos antigos, cheio de energia. A casa do lado só deve ter um disco do Zeca Pagodinho.

E uma semana atrás, mais ou menos, era noite e a anfitriã de roupas decadentes recebia algumas pessoas com uma fogueira acesa, uma mesa de comida no terreno, e várias pessoas juntas, abraçadas conversavam verdadeiramente animadas. Começou a chover, ela levou as cadeiras para o lugar coberto e esperou sem ansiedade a chuva parar para colocar de volta os convidados no terreno que só tem as plantas, a belina e um cachorro saltitante que nos dias de sol, pula em cima do carro para se esquentar. Nesse dia da fogueira, a música que rolava era "Todo amor que houver nessa vida", de Cazuza e Frejat, e foi exatamente nessa hora que eu percebi que eu queria ser amiga dessas pessoas e não daquelas que se cumprimentam e se "esquecem" na cadeira de sol enquanto se embriagam de cerveja e falta de assunto.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cultuadas, originais, imperdíveis...


Em uma postagem antiga eu falei de algumas séries de TV, e volto a falar delas porque é quase unânime hoje em dia as pessoas acharem que os roteiristas e diretores das mesmas estão bem mais criativos que os dos filmes de hollywood (Não acho que seja só atualmente). Cada um tem as suas séries preferidas e lá vai a lista das minhas:

1) Twin Peaks - Por causa dessa série do excepcional David Lynch, as séries voltaram com tudo. Em 1990 todos que assistiam, se perguntavam quem havia matado Laura Palmer. Twin Peaks só durou duas temporadas, mas foram duas temporadas de esquisitices e eventos bizarros que todo mundo queria ver, além de ter revelado atores como Kyle MacLachlan e Lara Flynn Boyle. As duas temporadas estão disponíveis em DVD.

2) Arquivo X (The X-Files) - Fenômeno mundial que estourou em 1993 e que permaneceu 9 anos no ar. Dois agentes do FBI tentando desvendar atividades paranormais. A série tinha de tudo, de conpirações governamentais até abduções alienígenas e seus slogans, "Trust No One", "The Truth is Out There", e "I Want To Believe" entraram para a cultura pop dos anos 90, assim como seus atores principais: David Duchovny e Gilian Anderson, que depois de encerrada a série não conseguiram emplacar em mais nenhum papel, já que a gente só consege vê-los como Fox Mulder e Dana Scully. Todas as nove temporadas e dois filmes em DVD.

3) Sex and The City - Baseado num livro de mesmo nome de Candance Bushnell, a série focava nas relações íntimas de quatro amigas que moravam em Nova Iorque. Toques de um humor finíssimo, atuações magníficas das quatro atrizes principais e de gosto popular e culto, Sex and The City permaneceu no ar por 6 anos (1998-2004) e cultivou fãs mundo afora. Todas as temporadas e um filme diponíveis em DVD.

4) A Sete Palmos (Six Feet Under) - Também produzida pela HBO, assim como Sex and The City, Six Feet Under mostrava um drama convencional de família com abordagens bem distintas sobre a morte. Ficou no ar de 2001 até 2005 e revelou talentos incríveis, como: Rachel Griffiths (espetacular atriz) e Lauren Ambrose, além da veterana, Frances Conroy. Humor negro de primeiríssima e drama também de primeira qualidade fez da série ser cultuada pelos mais intelectualmente favorecidos. Todas as 5 temporadas em DVD.

5) Alias - Série criada por J. J. Abrams (o mesmo de Lost) e que revelou o talento da atriz Jennifer Garner, como Sidney Bristow, uma espiã de um departamento da CIA. Em 5 temporadas (2001 - 2005) a série conseguiu manter o nível sempre alto, além de reviravoltas revigorantes. Muita ficção e espionagem de qualidade! Todas as temporadas disponíveis em DVD.

6) Gilmore Girls - Tem características marcantes que nunca encontrei em outra série, como diálogos extremamente rápidos e com poucas pausas e muitas referências da cultura pop, além de política e comentários sociais. Revelou ao mundo (ainda bem) Lauren Graham e permaneceu no ar por 7 anos (2000 - 2007). Todas as temporadas super disponíveis em DVD.

7) Desperate Housewives - Desde 2004, o público se delicia com as desesperadas donas de casas de Wisteria Lane e com elas acompanham os mistérios, a ironia e o fino humor negro. Elenco em sintonia e grandes nomes hoje da TV norte-americana, como Felicity Huffman e Marcia Cross. Está no ar com sua sexta temporada pelo canal ABC. No Brasil, as 5 primeiras temporadas disponíveis em DVD.

8) Weeds - Série de humor negro inteligente, que tem como enredo uma víuva dona de casa que para se sustentar e sustentar a família passa a ser traficante de maconha. A atriz Mary-Louise Parker, que foi descoberta em "Tomates Verdes Fritos" e esquecida, volta a arrebentar e mostrar seu incrível talento. Está ainda no ar com sua quinta temporada. No Brasil, disponíveis em DVD apenas as 4 primeiras temporadas.

9) Bones - Estreou em 2005 e é levemente inspirada na vida da médica legista Kathy Reichs. A atriz Emily Deschanel vive a Dra. Temperance Brennan, e é uma antropóloga forense a serviço do FBI. Atriz certa no papel certo, elenco super afiado, episódios marcantes, a série mistura investigação com drama e comédia e dá super certo. Já está na quinta temporada e aqui no Brasil as 4 primeiras já estão disponíveis em DVD.

10) Lost - Fênomeno bem parecido com "Arquivo X", a série é um sucesso mundial por combinar mistério, investigação, bons atores e uma trama não 'aberta'. Impossível hoje falar de série e não lembrar de Lost. Impossível não colocá-la nessa lista. Está na sua sexta e última temporada, tendo as suas outras 5 disponíveis aqui no Brasil em DVD.

Menções honrosas: "Friends" (outro sucesso mundial, 1994 -2004), "Dexter" (2006 - no ar), "Ally McBeal" (1997-2001) e "Brothers and Sisters" (2006 - no ar).
Obs: Foto - Desperate Housewives.

terça-feira, 16 de março de 2010

Ser professor no Brasil...





























Rá rá rá rá rá rá (e continuo rindo para não chorar).







segunda-feira, 15 de março de 2010

O suspense acabou


O que diabos está acontecendo com os filmes de terror/suspense? Falta total de criatividade dos roteiristas e diretores? Só pode ser...

Assisti em DVD esse final de semana duas porcarias imensas: "Atividade Paranormal" e "Terror na Antártida". Não valem nem a sola do sapato até a locadora. O primeiro - que foi proibido na Itália, não sei porquê cargas d'água - não assusta nem criança de 5 anos e o segundo assusta bem, de tão horroroso, aqueles roteiros sem pé nem cabeça nem braço nem absolutamente nada que salve.
Daqui uns meses vai estrear o novo "A Hora do Pesadelo". Vi o trailler e achei que o novo Fred Krueger parece um robô, bem diferente daquele que assustou multidões décadas passadas com o maravilhoso ator, Robert Englund.

E quando o filme é melhorzinho, é remake de filme asiático, no caso, "Imagens do Além", cópia do realmente assustador, "Espíritos: a morte está ao seu lado".
Cadê os novos "O Iluminado", "Silêncio dos Inocentes", "Seven", "Halloween", "O Massacre da Serra Elétrica", "Alien", "Pânico", "Tubarão"???

Será que Hollywood esgotou a safra de idéias boas e assustadoras?
Obs: "A Bruxa de Blair" (na foto) é um modelo a seguir: sem muito dinheiro, uma idéia na cabeça e uma câmera na mão.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Jennifer, Kate e Julianne: um sonho







Quando eu comentei sobre o Oscar, um/uma anônimo/a pediu que eu argumentasse sobre uma questão, um "achismo" meu.

Pois bem, pra quem não me conhece, talvez muitas vezes eu pareça prepotente, achando que eu sei demais sobre alguma coisa que talvez eu não saiba de fato. Então talvez eu não entenda de cinema como eu acho que eu entendo, mas uma coisa eu sei: eu amo cinema, amo como poucas coisas na vida, porque esse hobby é mais do que meramente um passatempo, ele é um veículo para que eu mude de mundo, e conheça pessoas que muito possivelmente eu gostaria de conhecer ou ser e nesse mundo real é algo que não vai acontecer. Eu me escondo e viajo e vivo outra história que não a minha por umas duas horas e isso, integrado com outros "hobbys", como música e literatura, faz com que eu não enlouqueça, que eu me mantenha firme, que não acabe com a esperança dentro de mim. Pra alguns,um filme é só um filme, pra mim é remédio.

Então sr. anônimo, eu digo que após assistir milhões de filmes, as maiores atrizes vivas são (não necessariamente nessa ordem): Jennifer Connelly, Kate Winslet e Julianne Moore. E se você me perguntar o porquê, eu só posso te responder: elas me fazem sonhar mais e melhor.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Prosa do dia

"Enquanto dura o baixo astral, perco tudo,
As coisas caem dos meus bolsos e da minha memória: perco chaves, canetas, dinheiro, documentos, nomes, caras, palavras. Eu não sei se será mau-olhado. Pura casualidade, mas às vezes a depressão demora em ir embora e eu ando de perda em perda, perco o que eu encontro, não encontro o que busco, e sinto medo de que numa dessas distrações acabe deixando a vida cair. (Eduardo Galeano)

O texto é para Karina que está sempre ao meu lado e não deixa que meu baixo astral demore muito tempo, e não, eu não irei deixar a vida cair, porque não quero levá-la junto. Então eu amo, eu vivo, eu me agarro naquelas pequenas felicidades que nos faz sentir vivos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Considerações finais

E aleluia! Não deu "Avatar"!!!
Não assisti "Guerra ao Terror", mas quando percebi que ou ele ou Avatar levariam a maioria dos prêmios, fiquei na torcida. Não exatamente pelo filme, mas pelo estilo de se fazer filme. Da valorização de coisas importantíssimas que James Cameron não acha assim, tão importantes como: a atuação de alguém que faz a gente se emocionar, o roteiro que pode nos surpreender e uma história com conteúdo.
Bacana também uma mulher levar a estatueta de melhor diretora, pena não ter sido a Sofia Copolla a primeira, merecia por "Lost in Translation", quando ganhou "apenas" o Oscar de roteiro.
E por fim, quero demais assistir "Coração Louco". Acho o Jeff Bridges um ator fantástico e fiquei na torcida por ele também.
E menos mal que Sandra Bullock tenha ganho, porque não acho que Meryl Streep seja a melhor atriz viva como pronunciou o ator Stanley Tucci, além de ser incrivelmente chata, Merly - na minha modesta opinião - perde disparado para figuras como: Julianne Moore (que ainda não levou uma estatueta!!!), Kate Winslet e Jennifer Connelly.
E chega de Oscar por este ano!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Música + música e outras músicas


Visitei um blog incrível chamado "Amorita", que já está entre meus favoritos e lá tem umas dicas bem bacanas sobre alguns álbuns musicais. Fui atrás de alguns e de umas canções soltas.

Bem interessante a canção da já rodadinha banda escocesa Camera Obscura, "French Navy", boa mesmo pra dançar.
Já tinha ouvido falar muito de The Divine Comedy, banda britânica, mas nunca tinha ouvido, baixei o disco "Fin de Siecle" e pirei na música, "Commuter Love". Já sei que não vou parar de escutar tão cedo!

Outra dica orgasmática do blog é uma banda de rapazes chamada Girls e seu disco de estréia, "Album". Duas canções ótimas para namorar com esse friozinho são: "Darling" e "Ghost Mouth".

Mas um disco para ouvir inteiro e chorar da primeira a última canção é da banda Noah and The Whale, "The First Days of Spring". Uma mistura de folk com Smiths e Joy Division. Belíssimo.

As últimas dicas - por hora - é da super cantora Charlotte Gainsbourg cantando só músicas compostas pelo Beck, imperdível, e um cara que eu nunca tinha ouvido falar, Bill Callahan, com seu álbum, "Sometimes I Wish we were an Eagle". Triste, belo, irretocável.

Será que todo mundo já conhece esse povo e eu que estou ficando por fora?

Obs: Ouvindo agora, Noah and The Whale, "My Broken Heart". Só com esse título, já chamaria minha atenção.
"Broken hearts are a fickle thing and complicated too
I thought I believed in love but I've never seen it through
Oh I didn't marry the girl I loved
I saw my world cave in, felt live giving up
but I'll be laughing
again"