Acordada por telefonema chatésimo, noite mal-dormida, dor de cabeça e tosse. Até o chocolate do chocolate quente que eu tentei fazer estava estragado. Tudo junto e misturado e eu penso em Clarice, e ela sussurra pra mim: "A esperança é um filho não nascido, só prometido, e isso dói". Ok! Pode parar de sussurrar agora, já entendi o recado.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Dicas da Semana
Ouçam os dois discos dessa cantora fofa chamada Tiê!
Outra cantora brazuca bem boa é a nada carioca Thaís Gulin, embora faça homenagens implícitas e explícitas ao Rio de Janeiro.
Ouçam!!!!
Outra cantora brazuca bem boa é a nada carioca Thaís Gulin, embora faça homenagens implícitas e explícitas ao Rio de Janeiro.
Ouçam!!!!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Frase do dia
I Always Crash in the Same Car já dizia o poeta. Metaforicamente perfeito. Lindo. Triste. Verdadeiro. E só de cantarolar a frase, sangra.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
# Eu Sou Gay



Neste exato momento, o Supremo Tribunal Federal está votando sobre a união civil dos homossexuais, e por enquanto falta apenas um voto para que essa imensa maioria de brasileiros consiga direitos iguais a todos os outros que trabalham e pagam seus impostos. Mas a pergunta que não cala é: a discriminação vai diminuir?
Acabo de ler em um dos blogs da "Folha de São Paulo", que a jornalista Carol Almeida, 31, teve uma idéia que está circulando pelas redes sociais. Chocada com a morte de uma garota de 16 anos de idade em Goiás que foi assassinada pelo pai da menina que ela namorava, Carol escreveu: "Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil de acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando".
Nascia assim, o projeto "Eu sou gay". Procurem mais para saberem! E palmas para a iniciativa da jornalista Carol Almeida.
Foto 1: Toda a galera aderindo
Foto 2: A banda "Cansei de Ser Sexy"
Foto 3: A atriz Hermila Guedes
Foto 4: Redação da revista "Trip"
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dicas da Semana
É o que eu não páro de ouvir!! E ficou ainda mais bela nessa versão "light". É para escutar muitas e muitas vezes.
Outra dica é o filme, "Pânico 4". Que "Rede Social" que nada. Se é para falar de um assunto sério que seja, no mínimo divertido. E o quarto filme da franquia retrata claramente a visão adolescente de 15 minutos de fama, das visões medíocres e pequenas controladas pela tecnologia e meios interativos na internet. Salve, salve Wes Craven, Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette. E não se enganem, em nenhum momento, nenhum dos filmes "Pânico", foi filme de terror!!
Outra dica é o filme, "Pânico 4". Que "Rede Social" que nada. Se é para falar de um assunto sério que seja, no mínimo divertido. E o quarto filme da franquia retrata claramente a visão adolescente de 15 minutos de fama, das visões medíocres e pequenas controladas pela tecnologia e meios interativos na internet. Salve, salve Wes Craven, Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette. E não se enganem, em nenhum momento, nenhum dos filmes "Pânico", foi filme de terror!!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Alguns Livros

Quando comprei "Sinuca de Bico", não esperava muito dele. Mas no final, a surpresa: delirei. Guardadinho na memória, o primeiro livro do norte-americano JoshBazell já vai virar filme (segundo fiquei sabendo pela internet), vale cada página.
Sinopse: Implicante, ranzinza e com um humor negro cruel, Dr. Peter Brown é o último médico que gostaríamos de encontrar na emergência do hospital. O que ninguém sabe, porém, é que por trás de sua figura debochada, Peter esconde um passado inusitado: ele é Brwna, ex-matador da Máfia com um talento nato para a violência. Sua rotina no hospital é ameaçada quando um novo paciente o reconhece dos tempos da Máfia. Agora, Peter conta com as próximas oito horas de plantão para salvar o doente – e a própria pele – numa delicada cirurgia ou terá que enfrentar a vingança da Cosa Nostra.
O outro livro indicado é "Box 21", dos mesmos autores do muito criticado por mim aqui no Blog, "A Besta", dos autores suecos Anders Roslund e Börge Hellström. Não consegui parar de ler...
Sinopse: Uma mulher gravemente ferida chega a um dos maiores hospitais de Estocolmo. Os médicos, horrorizados, descobrem que os ferimentos foram causados por espancamento. Seu nome é Lydia Grajauskas. Três anos antes, Lydia e sua amiga Alena Sljusareva foram seduzidas pela promessa de uma vida melhor em Estocolmo, porém, em pouco tempo descobriram que foram vendidas a aliciadores para serem escravas sexuais. Ainda durante a viagem, as jovens são estupradas e espancadas. Ao chegarem ao seu destino, são aprisionadas em um cativeiro e obrigadas a se prostituir. O policial Sven Sundkvist e o introspectivo detetive Ewert Grens – o mesmo que encontramos no livro A Besta – estão de plantão quando Lydia é resgatada e levada ao hospital. Ao chegarem lá, porém, eles têm outro objetivo em mente: interrogar um traficante de drogas que é levado ao mesmo hospital após sofrer uma overdose. Sundkvist e Grens sabem que o traficante foi companheiro de cela do mafioso Jochum Lang, um criminoso que 25 anos antes, foi o responsável por ferir a companheira e parceira de Grens, deixando-a com danos cerebrais e físicos irreversíveis. Enquanto Lydia está no hospital, Alena consegue fugir. Orientada por Lydia, ela caminha até a Estação Central de Estocolmo onde os poucos pertences que conseguiram juntar estão guardados em um armário, o Box 21. Alena consegue levar o conteúdo do armário para Lydia que partirá em uma busca desesperada por vingança. De maneira surpreendente, histórias paralelas se encontram carregadas de tensão, e caminham para um inesperado clímax.
E para terminar, outro livro genial do escritor Tom Perrotta, de "Criançinhas". "A Professora de Abstinência é uma crítica ferrenha ao estilo de vida ocidental e seus valores.
Sinopse: Por querer ensinar jovens a ter prazer com responsabilidade, a professora de Educação Sexual Ruth é perseguida pelo Tabernáculo do Evangelho Verdadeiro, uma pequena , mas ativa igreja evangélica, e acaba sendo obrigada a ensinar abstinência sexual. Tim Mason, ex-roqueiro, ex-drogado, ex- alcoólatra que só conseguiu dar um jeito na vida depois de aceitar Jesus e se converter, é o treinador de futebol da filha de Ruth, e por isso os dois são obrigados a conversar, mesmo desconfiando um do outro. Apesar das diferenças e preconceitos, eles acabam descobrindo que partilham um desejo comum: defender sua convicções. A professora de abstinência é um romance forte, que nos coloca diante de velhos tabus sob uma roupagem contemporânea e que expõe não somente a hipocrisia na sociedade americana como em todo mundo.
Boa leitura!!!
Sinopse: Implicante, ranzinza e com um humor negro cruel, Dr. Peter Brown é o último médico que gostaríamos de encontrar na emergência do hospital. O que ninguém sabe, porém, é que por trás de sua figura debochada, Peter esconde um passado inusitado: ele é Brwna, ex-matador da Máfia com um talento nato para a violência. Sua rotina no hospital é ameaçada quando um novo paciente o reconhece dos tempos da Máfia. Agora, Peter conta com as próximas oito horas de plantão para salvar o doente – e a própria pele – numa delicada cirurgia ou terá que enfrentar a vingança da Cosa Nostra.
O outro livro indicado é "Box 21", dos mesmos autores do muito criticado por mim aqui no Blog, "A Besta", dos autores suecos Anders Roslund e Börge Hellström. Não consegui parar de ler...
Sinopse: Uma mulher gravemente ferida chega a um dos maiores hospitais de Estocolmo. Os médicos, horrorizados, descobrem que os ferimentos foram causados por espancamento. Seu nome é Lydia Grajauskas. Três anos antes, Lydia e sua amiga Alena Sljusareva foram seduzidas pela promessa de uma vida melhor em Estocolmo, porém, em pouco tempo descobriram que foram vendidas a aliciadores para serem escravas sexuais. Ainda durante a viagem, as jovens são estupradas e espancadas. Ao chegarem ao seu destino, são aprisionadas em um cativeiro e obrigadas a se prostituir. O policial Sven Sundkvist e o introspectivo detetive Ewert Grens – o mesmo que encontramos no livro A Besta – estão de plantão quando Lydia é resgatada e levada ao hospital. Ao chegarem lá, porém, eles têm outro objetivo em mente: interrogar um traficante de drogas que é levado ao mesmo hospital após sofrer uma overdose. Sundkvist e Grens sabem que o traficante foi companheiro de cela do mafioso Jochum Lang, um criminoso que 25 anos antes, foi o responsável por ferir a companheira e parceira de Grens, deixando-a com danos cerebrais e físicos irreversíveis. Enquanto Lydia está no hospital, Alena consegue fugir. Orientada por Lydia, ela caminha até a Estação Central de Estocolmo onde os poucos pertences que conseguiram juntar estão guardados em um armário, o Box 21. Alena consegue levar o conteúdo do armário para Lydia que partirá em uma busca desesperada por vingança. De maneira surpreendente, histórias paralelas se encontram carregadas de tensão, e caminham para um inesperado clímax.
E para terminar, outro livro genial do escritor Tom Perrotta, de "Criançinhas". "A Professora de Abstinência é uma crítica ferrenha ao estilo de vida ocidental e seus valores.
Sinopse: Por querer ensinar jovens a ter prazer com responsabilidade, a professora de Educação Sexual Ruth é perseguida pelo Tabernáculo do Evangelho Verdadeiro, uma pequena , mas ativa igreja evangélica, e acaba sendo obrigada a ensinar abstinência sexual. Tim Mason, ex-roqueiro, ex-drogado, ex- alcoólatra que só conseguiu dar um jeito na vida depois de aceitar Jesus e se converter, é o treinador de futebol da filha de Ruth, e por isso os dois são obrigados a conversar, mesmo desconfiando um do outro. Apesar das diferenças e preconceitos, eles acabam descobrindo que partilham um desejo comum: defender sua convicções. A professora de abstinência é um romance forte, que nos coloca diante de velhos tabus sob uma roupagem contemporânea e que expõe não somente a hipocrisia na sociedade americana como em todo mundo.
Boa leitura!!!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Mantendo o foco
Uma certa vez, com muito medo de não conseguir terminar um trabalho complicadíssimo para a faculdade, eu perguntei a melhor professora que eu tive - a melhor que alguém poderia ter - com que tempo eu faria tudo aquilo. Ela me respondeu: "O que você faz entre às 22h e 6 da manhã?"
Eu tenho que manter isso em mente. Só por alguns dias, só por alguns meses. Só...
Eu tenho que manter isso em mente. Só por alguns dias, só por alguns meses. Só...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Massacres adolescentes

Massacre em escola do Rio de Janeiro. Uma tristeza só. E para piorar estou lendo em alguns lugares que todo esse tipo de violância se dá porque os jovens são influenciados por entretenimento violento. Aí eu fico triste pelo acontecimento e puta por causa de explicações leigas e de senso-comum.
As pessoas falam demais e se consideram todas psicólogas, psiquiatras e de áreas afins. Só esquecem que é preciso estudar um bocado para tentar entender o que leva um sujeito a metralhar pessoas. E pela centésima vez eu digo que filmes, video-games, música e afins, não tornam a pessoa um psicopata que mira na cabeça da vítima para ter certeza que ela vai morrer. Se assim fosse, eu mesma seria uma psicopata em potencial, já que assisto filmes grotescos, de violência explícita. Montros não nascem monstros, não há genes de psicoses, elas se tornam monstros.
Falando de maneira bem simplista: ou a criança teve uma boa educação ou ela não teve, ela foi humilhada e maltratada ou não foi, ela sofreu abusos psicológicos e físicos ou não sofreu e só dessa maneira ela se torna um adolescente e adulto bom ou não.
Para quem não gosta de ler obras de psicopatologia, psiquiatria e psicanálise, recomendo (mais uma vez, e recomendarei sempre) a obra incrível, fantástica e perfeita da escritora norte-americana, Lionel Shriver: "Precisamos falar sobre o Kevin". Tudo o que você sempre quis saber sobre massacres adolescentes em escolas está nessa obra literária.
E para terminar frizo mais uma vez em caps lock: FILMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, VIDEO-GAMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, LITERATURA NÃO TORNA UMA PESSOA ASSASSINA.
Ao contrário, se a criança teve uma educação de base boa, com mãe e pai presentes, com carinho, com limites, a arte salva. Logo, se você teve tudo isso, vá ler o livro da Shriver, vá assistir Funny Games (um dos filmes mais violentos e reais que assisti) e seja feliz...
As pessoas falam demais e se consideram todas psicólogas, psiquiatras e de áreas afins. Só esquecem que é preciso estudar um bocado para tentar entender o que leva um sujeito a metralhar pessoas. E pela centésima vez eu digo que filmes, video-games, música e afins, não tornam a pessoa um psicopata que mira na cabeça da vítima para ter certeza que ela vai morrer. Se assim fosse, eu mesma seria uma psicopata em potencial, já que assisto filmes grotescos, de violência explícita. Montros não nascem monstros, não há genes de psicoses, elas se tornam monstros.
Falando de maneira bem simplista: ou a criança teve uma boa educação ou ela não teve, ela foi humilhada e maltratada ou não foi, ela sofreu abusos psicológicos e físicos ou não sofreu e só dessa maneira ela se torna um adolescente e adulto bom ou não.
Para quem não gosta de ler obras de psicopatologia, psiquiatria e psicanálise, recomendo (mais uma vez, e recomendarei sempre) a obra incrível, fantástica e perfeita da escritora norte-americana, Lionel Shriver: "Precisamos falar sobre o Kevin". Tudo o que você sempre quis saber sobre massacres adolescentes em escolas está nessa obra literária.
E para terminar frizo mais uma vez em caps lock: FILMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, VIDEO-GAMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, LITERATURA NÃO TORNA UMA PESSOA ASSASSINA.
Ao contrário, se a criança teve uma educação de base boa, com mãe e pai presentes, com carinho, com limites, a arte salva. Logo, se você teve tudo isso, vá ler o livro da Shriver, vá assistir Funny Games (um dos filmes mais violentos e reais que assisti) e seja feliz...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Me espanta e eu gosto
Poucas coisas me surpreendem nas pessoas - em seu aspecto positivo, claro - mas algumas me deixam realmente admiradas, como por exemplo alguém escolher fazer um curso de russo sem necessidades especiais por causa de trabalho, mas por hobbie, ou ao invés de escolher uma viagem para os Estados Unidos, embarcar para a Ucrânia. Nos dias atuais, qual a verdadeira necessidade de se estudar "História da Arte"? Nenhuma, por isso, me admiro e me espanto. Gosto daquelas pessoas que ficam horas nas livrarias, mesmo não comprando nenhum livro, apenas mexendo, folheando, se intrigando com vários assuntos ao mesmo tempo. Daquelas outras que escolhem comprar cds que desconhecem o conteúdo ou assistir filmes que nunca ouviram falar, de países como China, Índia, Suécia apenas para conhecer o que não conhecem até então. Tem outras que amam experimentar novos sabores, comidas exóticas, mesmo que jamais voltem a comer a mesma coisa e admiro os "idiotas" que escalam montanhas, saltam de pára-quedas e outros tantos esportes radicais;todas essas pessoas sentem o que a esmagadora maioria não sente. Eles se libertam das amarras do senso-comum, das mesmices sem fim, da normalidade, dos critérios, do cotidiano bizarro estabelecido por celulares, computadores e tudo o que há de moderno, e convenhamos, chato. Eles são as pessoas que não perderam o interesse em existir, em descobrir, são crianças adultas que não perderam a curiosidade própria e inerente ao ser humano - que é desestimulado por nossa sociedade - de conhecer.
Acho honestamente que precisamos de mais gente assim para que esses animem os demais. E que o ânimo tome conta um pouquinho de nós, e de mim e de todos.
Acho honestamente que precisamos de mais gente assim para que esses animem os demais. E que o ânimo tome conta um pouquinho de nós, e de mim e de todos.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
100 coisas para fazer antes de morrer
Por acaso estava zapeando diante da TV e decidi assistir um programa que tinha acabado de começar no Multishow - embora não seja muito fã desse canal. O tal programa é norte-americano e chama-se "100 coisas para fazer antes de morrer". Um grupo de 4 amigos fez uma lista com ítens que gostariam de realizar antes de passar dessa para outra melhor ou pior. Não só coisas muito palpáveis, umas são bem surreais e podem ser bestas para nós, mas não para eles. No episódio que assisti, o ítem 59 era "convidar a mulher dos seus sonhos para sair", e a garota dos sonhos de um dos meninos é a atriz Megan Fox. Pois eles foram atrás dela em uma premiére, conseguiram se infiltrar entre os jornalistas e o rapaz conseguiu falar com ela - não teve a chance de convidá-la para sair e por isso o item não foi riscado da lista - mas o sonho de compartilhar poucas palavras com a "menina dos seus sonhos" foi encantador para ele e para mim, que assistia comovida a luta deles.
Nós desistimos fácil demais dos nossos sonhos, abrimos mão, deixamos pra lá com a primeira dificuldade no caminho ou nossos sonhos acabam sendo massacrados pela vida dura, pela rotina cansativa e por nosso desânimo. Será que no fundo achamos que os sonhos são para ficar apenas na esfera dos sonhos? Sonho não pode ser concretizado? Ou apenas temos preguiça de lutar por eles? Mais uma vez o comodismo contando mais alto. Pena, porque assim, acabamos por deixar de sonhar e nos tornamos pessoas cada vez mais duras, mais indóceis, menos felizes.
E se a gente fizesse nossa listinha particular? Eu vou ver se dou uma animada e faço uma pra mim. Pode ser um incentivo à criatividade e à esperança. Mas vou ser mais modesta, começarei com 50 coisas e um dia conto aqui se venho conquistando alguns dos meus ítens!
Obs: E ontem para animar minha vida um bocadinho, apareceu uma gatinha, filhotinha no meu percalço e não tive dúvidas: levei ela pra casa.
Vamos quebrar nossa rotina um pouco? Só pra variar...
Nós desistimos fácil demais dos nossos sonhos, abrimos mão, deixamos pra lá com a primeira dificuldade no caminho ou nossos sonhos acabam sendo massacrados pela vida dura, pela rotina cansativa e por nosso desânimo. Será que no fundo achamos que os sonhos são para ficar apenas na esfera dos sonhos? Sonho não pode ser concretizado? Ou apenas temos preguiça de lutar por eles? Mais uma vez o comodismo contando mais alto. Pena, porque assim, acabamos por deixar de sonhar e nos tornamos pessoas cada vez mais duras, mais indóceis, menos felizes.
E se a gente fizesse nossa listinha particular? Eu vou ver se dou uma animada e faço uma pra mim. Pode ser um incentivo à criatividade e à esperança. Mas vou ser mais modesta, começarei com 50 coisas e um dia conto aqui se venho conquistando alguns dos meus ítens!
Obs: E ontem para animar minha vida um bocadinho, apareceu uma gatinha, filhotinha no meu percalço e não tive dúvidas: levei ela pra casa.
Vamos quebrar nossa rotina um pouco? Só pra variar...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Terráqueos
O escritor Mark Twain disse: "De todas as criaturas já feitas, ele, o homem, é a mais detestável. Ele é a única criatura que causa dor por esporte, com consciência de que isso é dor".
Retirei essa frase do documentário de 2005, "Terráqueos", que infelizmente só assisti hoje. O filme compara o "especismo" da espécie humana com outras relações de dominação, como o sexismo e o racismo. Nada mais justo, já que são bem parecidos.
Através de cenas fortíssimas tiradas de fazendas industriais, lojas e abrigos de animais, o filme ainda explora o comércio de pele e de couro, além do entretenimento que humanos obtém de tragédias animais, como rodeios, pescarias e a caça.
O desrespeito que enxergamos todos os dias de seres humanos com outros semelhentes à ele é ainda maior quando esse ser humano acredita que é superior à outra espécie. Triste e inteiramente relevante o documentário narrado por Joaquin Phoenix, nos deixa bastante conscientes da devastação, da dor, da crueldade e da maldade cometida contra seres que estão na Terra assim como nós e merecem desfrutar dela.
Seja mais consciente do que você come, da onde vem suas roupas e das torturas cometidas contra animais, assista "Terráqueos" e talvez como eu, mude seu jeito de se alimentar, de se vestir e de se divertir. Não acredito que a mudança seja mais difícil que morrer agonizando no seu próprio sangue...
quarta-feira, 23 de março de 2011
As mulheres da minha vida (uma carta para mim mesma)
Mãe, tantas vezes te odiei sem te querer mal, tantas vezes te amei e amo. Te culpei por erros que mães cometem querendo o bem e, é o bem que restou em mim que guardo para você.
Ma, apesar de inicialmente não te dar credibilidade, você é hoje minha heroína - dessas que eu gosto - de carne, osso e lágrimas. Dar risada e chorar com você é aprendizado constante e diário.
Querida P., você foi a primeira mulher que me encantou e me deu a mão e me escutou. Eu tinha só 15 anos e na realidade, eu era só uma garota medrosa e desajeitada, mas nos meus sonhos você foi minha primeira namorada.
L., me sinto amargamente perdida porque não te ajudei quando mais você precisou; quem surtou fui eu (acredite), mas as lembranças de pó de guaraná, roupa de cama branca e assuntos médicos, e mais tarde, psicológicos, passam por minha cabeça frequentemente. E torço, torço todos os dias para que em um desses dias eu possa e tenha coragem de te ouvir tocar piano novamente, lindamente.
Juju, você é irmã de sangue, embora eu já tenha jogado na sua cara - lamentavelmente - que não éramos da mesma família. Sua maneira tagarela de implorar atenção é comovente, e eu me comovo com você todas as vezes, porque todas as vezes você me surpreende.
Querida D. C., você foi o auge, o cume, o abismo, o chão. Nunca sofri tanto por ninguém como chorei por você. Seu brilhantismo me despertava mentalmente e fisicamente meu corpo, meu tudo, era seu. Mas você só disse "eu te amo" uma vez, aquela, única, quando eu já estava indo embora, e eu fui, e você ficou e honestamente, só quero que você seja imensamente feliz entre livros, abraços, lembranças e esquecimentos.
H., um dia você me disse que eu não te levava a sério; seriamente falando, eu não levava mesmo, mas porque eu fui infantil e totalmente desumana com seus sentimentos. No fim, em mim, fica sempre a imagem da mulher bonita, elegante que despertava para a vida quando divagava entre vinhos extremamente caros e sonhos loucos. Uma imagem perfeita.
M., você foi um dos erros que cometi, acreditei em você, mentindo pra mim, que uma criança pudesse ser uma boa companheira. Você foi. Apenas nos bares que a gente passava. Mas não te quero mal, espero que tenha amadurecido e deixado de ser uma garota mimada e perdida.
F., tantas e tantas vezes penso em você que eu me canso dos meus pensamentos e lembranças-mesmas, mas nossa história teve um final horroroso, fragmentado entre cinema, tiroteio e morte. Mas nem o fim, com traços surreais de filme americano arranca você de mim. Muito do que sou hoje é culpa sua, não sei se isso é um elogio ou se jogo a culpa em você. A minha cruz tatuada no braço e no coração é cicatriz de ferida aberta.
J., olhando para você hoje, sinto pena e esperança. Não quero que continue perdida em seu poço escuro - ou será que você sempre esteve lá e eu que não notei? - queria que você levasse as coisas um pouco mais a sério, porque as brincadeiras me cansam e honestamente, elas te derrubam ainda mais. Te amo tanto que me dói a sua dor.
D., você é minha irmã sem ser de fato, é a única que consegue ler meus pensamentos antes mesmo de eu tê-los. Somos tão parecidas que te chamo de espelho. Somos espelhos quebrados de uma vida que não entendemos e não entenderemos nunca. Mas as aberrações diárias ficam mais leves tendo você como amiga.
Mi, não acho que te tratei bem quando estávamos juntas; não é querer me redimir de nada, mas para variar, minha cabeça estava tão mal quanto minhas atitudes. Você sempre foi extremamente carinhosa e hoje em dia eu dou valor. Quero que outra pessoa também dê. Estou torcendo.
Mo, entre bebidinhas no final da tarde, apartamento gigantesco que não podíamos pagar, crises conjugais, tribunais, Santos e Espírito Santo, foi crescendo uma amizade franca, daquelas que não precisa-se esconder nada. Tudo às claras, assim como o meu carinho e respeito por você.
N., você foi o amor mais louco, mais irresistível e o mais irresponsável que tive. A culpa não foi apenas sua, eu concordei com você nos joguinhos de insanidade. Compactuei com brigas e ciumes inventados, chorei por você, acredite. Mas esse tipo de amor sem paz não é o meu amor ideal. Você certamente tem um lugar guardado no meu coração.
Querida Julinha, você nem tem um aninho e já mudou a minha vida, muda todos os dias quando aprende pequenas coisas, como balbuciar e ficar de pé por sua conta e risco. Espero e torço para que seu caminho seja mais alegre e menos tortuoso do que dessa sua velha tia. Estarei perto sempre que alguém te machucar, ou estarei sempre perto e ponto.
K., você é a minha realidade. E não só de coisas boas a gente vive. Casamento, união, cotidiano é para os fortes, fortes que amam. E você também é forte o suficiente para não deixar a bola cair, para não deixar que eu caia, para me segurar em seus braços. Só por isso já valeria. Te admiro por tudo o que me mostra de você e a todo dia você me revela a beleza de que é feita, humana, simplesmente humana e sendo assim, você deixa a minha rotina cada vez mais bela, de encantos sonhados, castelos pensados, planos idealizados e muito amor concreto.
Porque é isso que vale. O amor que eu sinto por você e tantos outros tipos de amor que um dia senti ou sinto por cada uma dessas mulheres e outras tantas que insistem (felizmente) em atravessar o meu caminho.
Ma, apesar de inicialmente não te dar credibilidade, você é hoje minha heroína - dessas que eu gosto - de carne, osso e lágrimas. Dar risada e chorar com você é aprendizado constante e diário.
Querida P., você foi a primeira mulher que me encantou e me deu a mão e me escutou. Eu tinha só 15 anos e na realidade, eu era só uma garota medrosa e desajeitada, mas nos meus sonhos você foi minha primeira namorada.
L., me sinto amargamente perdida porque não te ajudei quando mais você precisou; quem surtou fui eu (acredite), mas as lembranças de pó de guaraná, roupa de cama branca e assuntos médicos, e mais tarde, psicológicos, passam por minha cabeça frequentemente. E torço, torço todos os dias para que em um desses dias eu possa e tenha coragem de te ouvir tocar piano novamente, lindamente.
Juju, você é irmã de sangue, embora eu já tenha jogado na sua cara - lamentavelmente - que não éramos da mesma família. Sua maneira tagarela de implorar atenção é comovente, e eu me comovo com você todas as vezes, porque todas as vezes você me surpreende.
Querida D. C., você foi o auge, o cume, o abismo, o chão. Nunca sofri tanto por ninguém como chorei por você. Seu brilhantismo me despertava mentalmente e fisicamente meu corpo, meu tudo, era seu. Mas você só disse "eu te amo" uma vez, aquela, única, quando eu já estava indo embora, e eu fui, e você ficou e honestamente, só quero que você seja imensamente feliz entre livros, abraços, lembranças e esquecimentos.
H., um dia você me disse que eu não te levava a sério; seriamente falando, eu não levava mesmo, mas porque eu fui infantil e totalmente desumana com seus sentimentos. No fim, em mim, fica sempre a imagem da mulher bonita, elegante que despertava para a vida quando divagava entre vinhos extremamente caros e sonhos loucos. Uma imagem perfeita.
M., você foi um dos erros que cometi, acreditei em você, mentindo pra mim, que uma criança pudesse ser uma boa companheira. Você foi. Apenas nos bares que a gente passava. Mas não te quero mal, espero que tenha amadurecido e deixado de ser uma garota mimada e perdida.
F., tantas e tantas vezes penso em você que eu me canso dos meus pensamentos e lembranças-mesmas, mas nossa história teve um final horroroso, fragmentado entre cinema, tiroteio e morte. Mas nem o fim, com traços surreais de filme americano arranca você de mim. Muito do que sou hoje é culpa sua, não sei se isso é um elogio ou se jogo a culpa em você. A minha cruz tatuada no braço e no coração é cicatriz de ferida aberta.
J., olhando para você hoje, sinto pena e esperança. Não quero que continue perdida em seu poço escuro - ou será que você sempre esteve lá e eu que não notei? - queria que você levasse as coisas um pouco mais a sério, porque as brincadeiras me cansam e honestamente, elas te derrubam ainda mais. Te amo tanto que me dói a sua dor.
D., você é minha irmã sem ser de fato, é a única que consegue ler meus pensamentos antes mesmo de eu tê-los. Somos tão parecidas que te chamo de espelho. Somos espelhos quebrados de uma vida que não entendemos e não entenderemos nunca. Mas as aberrações diárias ficam mais leves tendo você como amiga.
Mi, não acho que te tratei bem quando estávamos juntas; não é querer me redimir de nada, mas para variar, minha cabeça estava tão mal quanto minhas atitudes. Você sempre foi extremamente carinhosa e hoje em dia eu dou valor. Quero que outra pessoa também dê. Estou torcendo.
Mo, entre bebidinhas no final da tarde, apartamento gigantesco que não podíamos pagar, crises conjugais, tribunais, Santos e Espírito Santo, foi crescendo uma amizade franca, daquelas que não precisa-se esconder nada. Tudo às claras, assim como o meu carinho e respeito por você.
N., você foi o amor mais louco, mais irresistível e o mais irresponsável que tive. A culpa não foi apenas sua, eu concordei com você nos joguinhos de insanidade. Compactuei com brigas e ciumes inventados, chorei por você, acredite. Mas esse tipo de amor sem paz não é o meu amor ideal. Você certamente tem um lugar guardado no meu coração.
Querida Julinha, você nem tem um aninho e já mudou a minha vida, muda todos os dias quando aprende pequenas coisas, como balbuciar e ficar de pé por sua conta e risco. Espero e torço para que seu caminho seja mais alegre e menos tortuoso do que dessa sua velha tia. Estarei perto sempre que alguém te machucar, ou estarei sempre perto e ponto.
K., você é a minha realidade. E não só de coisas boas a gente vive. Casamento, união, cotidiano é para os fortes, fortes que amam. E você também é forte o suficiente para não deixar a bola cair, para não deixar que eu caia, para me segurar em seus braços. Só por isso já valeria. Te admiro por tudo o que me mostra de você e a todo dia você me revela a beleza de que é feita, humana, simplesmente humana e sendo assim, você deixa a minha rotina cada vez mais bela, de encantos sonhados, castelos pensados, planos idealizados e muito amor concreto.
Porque é isso que vale. O amor que eu sinto por você e tantos outros tipos de amor que um dia senti ou sinto por cada uma dessas mulheres e outras tantas que insistem (felizmente) em atravessar o meu caminho.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Bom mesmo
Bom mesmo é sonhar acordada, é comprar rosas pra quem se gosta, é falar que gosta, que ama, que precisa, que não vive sem. Bom mesmo é não ter hora pra acordar, pular de entusiasmo, se reunir com amigos - os inteligentes, de preferência - é ter piscina ou lago ou mar ou córrego pra nadar. Bom mesmo é sorrir de esperança, ouvir música alta, Nina Simone cantarolando, Janis gritando, Jimi tocando. Bom mesmo é assistir filmes bons, no telão ou na telinha, é ler poesia, prosa, teatro, novela, conto. Bom mesmo é filosofia barata acompanhada de cerveja gelada, é ter alguma mão pra segurar, um ombro, um braço pra dormir, é confiar. Bom mesmo é ter mãe e pai que goste da gente. É ter alegria barata e vagabunda, é desfrutar da comida feita na hora, é encontrar novos bares, novos restaurantes, é ter novas saudades. Bom mesmo é reviver tudo de bom, fingir que esquecemos as coisas ruins, é tomar água em dia de calor. Bom mesmo é viajar, seja pra Paris ou pro mundinho interior. Bom mesmo é beijar na boca, é respirar ofegante de surpresa, e ouvir bom dia de quem você quer.
Tem dias que fico mais esperançosa e é bom mesmo.
Tem dias que fico mais esperançosa e é bom mesmo.
sábado, 19 de março de 2011
Dor de repente
terça-feira, 15 de março de 2011
Curto Alcance

Com o sucesso do filme, "O Segredo de Brokeback Mountain", me interessei em ler o conto que lhe deu origem e adquiri em 2008, "Curto Alcance", da vencedora do Pulitzer, Annie Proulx. O livro conta com 11 contos e têm algo em comum: o estado americano de Wyoming. Na época, lembro que li dois ou três contos e deixei na estante para ler mais tarde os outros. Só agora, li os outros e reeli os primeiros e não sei porquê demorei tanto para devorá-lo. Realmente fantástico, devastador e impiedoso.
Na primeira página do livro, a seguinte frase: "A realidade nunca valeu muito por aqui". Ela foi dita por um fazendeiro aposentado de Wyoming. Um estado cercado de terras, caubóis, montanhas, poeira, neve, bebida, sexo e pouquíssimas distrações. Como diz a resenha do livro: uma terra de ninguém. E como diz uma das personagens do conto "Costa Solitária": Este lugar é triste, meu Deus, como é triste.
Exatamente porque a nossa realidade é completamente outra, é difícil imaginar que ainda exista algum lugar como Wyoming e por isso tão irreal, tão inacreditável e tão verdadeiro.
Em algum ponto do livro, dá uma vontade imensa de gritar. Gritar em nome dessas pessoas esquecidas por todos num buraco imundo, gritar por elas e para elas, em nome de alguma justiça, de alguma alegria, de qualquer tipo de encanto ou magia, livrá-los de uma realidade esmagadora, de uma existência porca e barata e com isso nos livrar de imaginar que podíamos ser nós no lugar deles.
Na primeira página do livro, a seguinte frase: "A realidade nunca valeu muito por aqui". Ela foi dita por um fazendeiro aposentado de Wyoming. Um estado cercado de terras, caubóis, montanhas, poeira, neve, bebida, sexo e pouquíssimas distrações. Como diz a resenha do livro: uma terra de ninguém. E como diz uma das personagens do conto "Costa Solitária": Este lugar é triste, meu Deus, como é triste.
Exatamente porque a nossa realidade é completamente outra, é difícil imaginar que ainda exista algum lugar como Wyoming e por isso tão irreal, tão inacreditável e tão verdadeiro.
Em algum ponto do livro, dá uma vontade imensa de gritar. Gritar em nome dessas pessoas esquecidas por todos num buraco imundo, gritar por elas e para elas, em nome de alguma justiça, de alguma alegria, de qualquer tipo de encanto ou magia, livrá-los de uma realidade esmagadora, de uma existência porca e barata e com isso nos livrar de imaginar que podíamos ser nós no lugar deles.
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