quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Novo blog

Cada dia um autor novo, com trechos de livros e poemas e citações e outras tantas coisas que forem surgindo! Porque o que é bonito tem que ser lido!!!

http://bibliovirtua.blogspot.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Precisamos falar sobre o Kevin - o trailer



Depois de muita espera sai o primeiro trailer de "Precisamos falar sobre o Kevin". Pelo pouco que vi, já deu para entender que o filme não "trairá" o livro - a obra prima.
Ainda não tem data para estréia no Brasil, mas que venha logo, este, que na minha opinião será um dos melhores filmes dos últimos tempos!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Para tirar o atraso


É bom se perder no que se gosta, e alguns alentos nos dão vazão para continuarmos com tudo o que não está bacana.

Tenho lido alguns livros dignos de nota: "O jornalista e o assassino" não deixa de ser uma obra jornalística escrito por uma jornalista, mas seu enredo parece romance. A reflexão é sobre a ética da profissão, que para mim se resume em ética (no final das contas é uma coisa só). Um assassino que move uma ação contra um jornalista que escreve um livro sobre ele. E aí me perdi toda no enredo super bem contado de Janet Malcolm - comprei outro livro dela sobre a vida de Sylvia Plath, mas os comentários só virão depois de lê-lo.
"Até mais, vejo você amanhã", de William Maxwell é delicadíssimo, mas não acredito que guardarei ele no coração e na lembrança por muito tempo. "A doçura do mundo", da indiana Thrity Unrigar é mezzo piegas, mas gostosinho de ler sem nenhuma pretensão.
Pretensão mesmo eu tenho com o atualíssimo livro de Lygia Fagundes Telles, de 1958, "Ciranda de Pedra", que ainda não havia lido e estou devorando. Como ela é generosa com seus leitores, simples e única, é sempre uma emoção e decepção, porque eu sempre comparo seus livros com O livro dela, "As meninas", marcadíssimo em mim como tatuagem. E já tem o próximo livro guardadinho: "Crash", do controversissimo, J.G. Ballard. Quando assisti o filme baseado em seu livro, e isso aconteceu há muitos anos atrás, me chocou, mas com a idade passando e vendo monstruosidades cada vez maiores, não deve acontecer o mesmo quando eu me deparar com as perversões sexuais e bizarrices de jovens mutilados.

No cenário cinematográfico troquei por hora os filmes norte-americanos (que eu amo - bom deixar claro) pelos "cults" europeus, especialmente os franceses- e sul.-americanos. "Uma doce mentira", é apenas doce e mais nada. O multiglobalizado "Além da estrada", merece uma conferida para se deflagrar imaginando outras paisagens, outras vidas possíveis. "Minhas tardes com Margueritte" é para ser assistido com lenço por perto e para admirar mais uma vez o talentoso, Gerard Depardieu. "Melancolia" é a redenção de Lars Von Trier e a coroação de Kirsten Dunst e por último e mais importante, "Medianeras - Buenos Aires na era do amor virtual" é a surpresa. Ba-ca-né-si-mo.
E depois alguém me explica alguma coisa sobre o "Não me abandone jamais"? Ainda não sei se gostei, só sei que ele não é ruim, mas até aí...

E tenho que admitir que tenho lido revista feminina! Gosto de "Lola". Trouxe algumas reportagens e entrevistas legais, entre elas: Woody Allen, Contardo Calligaris, Marcia Tiburi, Luis Fernando Pondé e Fernando Gabeira. E ainda tem a coluna de gastronomia com a fofa Rita Lobo.

Sobre música? Só não me falem que a Adele é a nova Amy que é capaz de eu vomitar. E estarei aguardando para o final do mês o novo disco de Marisa Monte. Algém me dá de presente junto com a biografia do Polanski?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Por que já sinto falta de Amy Winehouse?


Não só pelo fato de ela cantar riquezas, de cantar lindamente e misturar black & soul & pop. Sinto falta dela simplesmente, como se eu tivesse a conhecido, porque era assim que ela era, nada persona, mas muito gente, verdadeira, sem máscaras, sem esconderijos. Cantava no palco como se cantasse para uma roda de amigos e me doía toda. Quem não teve vontade de morrer "100 vezes" por causa de um amor perdido que jogue a primeira pedra.
Sinto falta de Amy porque estou ficando velha e chata e já não me agrada aqueles que se escondem, aqueles que não se dão completamente, aqueles que fingem ser uma fortaleza imensa e não choram em público, aqueles que dão mais valor ao carro do ano à aprender uma nova canção ou ler um novo livro ou aprender coisas novas.
Sempre gostei dos apaixonados, pela vida, pelo que fazem, os passionais sempre me ganharam mesmo sabendo eu que são eles os primeiros a irem embora. E Amy foi. E eu fiquei e serei uma eterna apaixonada por ela, aquela figuraça de cabelos fartos, maquiagem pesada, magérrima, que gostava de cantar com o pai e se deliciava com Ray Charles, a mesma que por um vazio que só ela sabia o tamanho se envenenou e morreu.
Ah, e o mundo precisaria de tantas Amys para ser um bocadinho melhor...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Férias

Não abandonei o blog, só estou um pouco afastada, diria, de férias dele. Mas já já volto para falar de tudo o que eu não sei, de novo e de novo e mais um pouco.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As Mazelas de ser Psicólogo

Acho insuportável aqueles estudantes de Psicologia ou mesmo os aspirantes à uma vaga na faculdade de Psi que ao serem questionados o porquê de fazerem o curso, respondem: "Porque quero ajudar os outros".

Pois bem, além da maioria dos psicólogos não ajudarem nem a si mesmos, emocionalmente e financeiramente, não ajudam os outros. É fato! Só conseguem ajudar, quando muitíssimo bem remunerados em seus consultórios chiques e pomposos, e ajudam com um certo tédio e prepotência.

Embora a Psicologia supostamente deveria ser a "ciência" do futuro, ela não é a do presente e não será a do futuro, porque ninguém está interessado em vasculhar as suas mazelas: dói muito, leva tempo e custa caro. E mais: não há vagas para muitos que se formam agora, assim como para advogados, dentistas e afins, embora possam estar bem intencionados.

Depois de mais de 10 anos de formada é que consegui um emprego decente na área. Entendam decência: um que ajuda a pagar as suas contas, mas sem essa ilusão utópica de ajuda ao outro. Se é isso que você quer fazer, vá fazer um trabalho filantrópico e aproveite para economizar 5 anos de mensalidades da faculdade.
Se eu fosse escolher agora, com a maturidade que adquiri, diria: Vá fazer Arte. Ganha pouco, assim como a Psicologia, mas te faz sentir incrivelmente bem por fazer algo de realmente útil.

Obs: Isso é apenas e somente um desabafo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Rápidas Culturais


Assistirei "Melancolia" do prepotente diretor, Lars Von Trier. Quantas chances ainda darei a ele???

Está para estrear o filme baseado no incrível livro da Lionel Shriver, "Precisamos falar sobre o Kevin", já temos disponível o cartaz e um trailer em francês. Coçando de vontade de assistir.

Fase muito, muito David Bowie, não canso de escutar, não canso de achar o cara lindo e sensacional, não canso de ser fãnzoca.

Lendo "A Mulher de Vermelho e Branco", do psicanalista, escritor e sedutor, Contardo Calligaris, por enquanto bem mezzo...

Não gosro muito da Maria Gadú, mas o show dela com o absurdo Caetano Veloso é super, híper recomendado.

E vamos continuar atrás do que interessa, porque fora a arte, não sobra lá grandes coisas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mais

Eu podia ter sido mais presente. Eu poderia ter ligado mais para você só para perguntar se o seu dia tinha sido melhor. Eu podia ter ido te visitar. Eu podia mais. Eu podia muito mais e tanto. E mais.
Agora não adianta mais os tantos "mais".
Descanse, porque você já lutou tanto e a vida não te deu quase nada, nem uma neta decente. Eu sei, eu podia mais, pois você era muito melhor e eu sempre fui de menos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vamos ser simplistas


Quando clinicava, apareciam no meu consultório, pessoas dilaceradas, ocas por dentro, sem aquela esperança grudada na carne. Tudo era muito difícil para elas, seus comportamentos, complicados de serem modificados.
Depois da minha saída do consultório, percebo que ao me deixar mais disponível para ouvir os outros, encontro os mesmos problemas, as mesmas reclamações, as mesmas queixas.

Na maioria do tempo, são mulheres (talvez porque elas se abram mais). Mulheres neuróticas, ansiosas, tristes com seus relacionamentos, mulheres com medo da solidão e da morte.

Ontem, uma senhora não aguentou e começou a chorar ao me contar sobre a doença degenerativa do marido. E que ela não estava preparada para deixa-lo ir. Porque ele era seu suporte, sua pilastra, seu amigo, companheiro. E com sua morte, ela não encontraria sentido nas tarefas cotidianas da vida. Ela se questionava: Para que acordar cedo e ir trabalhar? Para que fazer isso e aquilo se somos finitos e vamos morrer? Qual o sentido disso tudo?

Será que não exageramos em procurar sentido na vida? Será que estarmos aqui, e nos relacionarmos, convivermos, proporcionarmos alguma felicidade e companhia não é o suficiente? Por que precisamos de mais e mais e mais? Me parece que o passado e os bons momentos vividos não são suficientes para nós, que por isso, procuramos desde bebida, jogos, drogas, igrejas para nos confortarmos com o fim.

Não seria mais fácil e delicado curtirmos o que a vida oferece aqui e agora? vento no rosto, mergulho no mar, abraço apertado, poesias, um vinho compartilhado com alguém que a gente goste e outras tantas coisas, que fazem da gente, exatamente isso, humanos.

Pode parecer simplista, mas como já cantou Marcelo Jeneci: a gente é feito para acabar. Então antes de acabarmos, aproveitemos como consiguimos. Fácil? Não. Mas vale sempre a tentativa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Inverno da Alma


Ok! Todos os críticos falaram muitíssimo bem, ganhou festivais importantes, foi indicado para tantos outros, mas não consegui gostar de "Inverno da Alma" (Winter´s Bone). Com excessão da atriz Jennifer Lawrence, que realmente está um escândalo, o resto me deu um certo tédio.

Então peço que para quem gostou do filme, me explique o porquê!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Equilíbrio

Minhas idéias me levam para labirintos inimaginados. Tropeço diariamente na escuridão que sempre está lá. E esse mundinho é tão fechado e claustrofóbico que não consigo descrever suas proporções nem a sua magnitude. Não é um mundo sonhado, nem romântico, muito menos desejado. Ele acontece. Ele é um dos meus mundos. Fico me equilibrando para não cair de vez nessa esfera que muitas vezes me dá medo, me agonia, me deixa inquieta. Eu estou entre os mundos, as linhas, a divisória. Todo mundo sabe e não, ninguém sabe como esse mundo particular é. E eu, bem, eu não consigo explicar. Faz 30 anos que eu tento e o máximo que consigo é fechar o olho, sorrir um sorriso amarelo e continuar.
Por isso, dentro de mim, com todas as forças, eu sempre admirei os equilibristas...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desespero barato

Que é que acontece com as pessoas? Vontade de gritar: Puta que o pariu. Enquanto isso vou tomando os remedinhos para dor de cabeça, para dor nas costas, para ansiedade, para dor na alma. Dores do mundo que não são minhas. Não são, nem quero que sejam, e no final, são tão minhas que eu as abraço e depois me torturo, me dilacero, me entristeço, me enlouqueço. Sim, não é o mundo que me enlouquece, sou eu, com as minhas vertigens baratas, meu conteúdo vagabundo, minhas cretinices sem fim. E tudo isso é desespero? É desesperador ser tão desesperado. Nessas horas a vontade é de encher a cara na padaria mais nojenta da cidade com cachaça das mais baratas e brindar o que não vem e nunca virá. Saúde!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Blue Valentine - Namorados para Sempre


Uma história de amor. Uma história de quase amor. Uma história da perda do amor. Tantas histórias em uma (ou em várias que encontramos cotidianamente), tantos desesperos, tanta desesperança, muitos conflitos e algumas loucuras.

O medo de continuar vivendo e de continuar sofrendo em um relacionamento que já se tornou um abismo, o medo de se separar desse abismo, da rotina, da angústia já tão familar, tão nossa.
"Blue Valentine" é uma pequena pérola do cinema por ser tão cruel, cru, vívido com o espectador. Identificamos nossa própria finitude, não só amorosa, mas a finitude dos nossos sonhos, do nosso corpo, dos nossos prazeres, da vida enfim.

Por que é tão complicado manter um relacionamento? Acredito que muitas vezes cansamos de nos torturar, de nos machucar e por isso começamos a ferir o outro. E o outro também cansado das próprias feridas, não suporta a dor compartilhada. Está fatigado.

Mas o filme não é só desesperança, ele nos mostra que apesar das dores que nos acompanham, é melhor ter vivido um grande amor do que não ter vivido nenhum. Faz parte da nossa condição.
A minha pergunta é: a condição humana é bonita ou é simplesmente triste?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cabeça esquizo

Dentro de mim há esse espaço infinito que me tortura dia sim e outro também. "E se eu me ferisse?", "E se eu me cortasse?", "E se eu pulasse da janela?", "E se algo acontecesse, alguém sentiria minha falta por mais de 5 minutos?".
Ela me diz que nada do que ela me dá é suficiente. Será que ela tem razão? Será que eu realmente sou um pé no saco?
Papai disse que eu era uma boa pessoa. Papai morreu do coração. Ele não me sabia, não me conhecia. Será que morreu de desgosto?
Enterro meus pensamentos. Tenho que trabalhar, ser funcional, ser útil, ganhar dinheiro, ser educada com os outros, fingir fortaleza. Ok. Vambora para o mundo de mentirinha.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Diariamente, o bizarro

Acabo de ler na "Folha de São Paulo" que a Igreja Internacional da Graça firmou parceria com Itaú, Banco do Brasil e Bradesco para que os fiéis paguem seu dízimo por débito automático. Parece que eu vejo de tudo nesse mundo e não morro.

O mais interessante é que se o fiél não tiver dinheiro em determinado mês, a igreja (assim mesmo com i minúsculo) não o colocará na lista do SPC e do SERASA. Como eles são bacanas!!!
Nesses momentos eu agradeço a criação que tive, a educação e a cultura que me foram passadas e o incentivo a questionar qualquer coisa ao meu redor, porque a bizarrice não é mais excessão, é regra.

Ô mundo negro esse...