terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Como alguma coisa que nem sei...

Tanta coisa, eram para ser palavras bonitas o suficiente para descrever o bem que você me fez, me faz. Uma canção descompromissada, um acorde vindo do nada, um som, uma melodia que eu sempre quis escutar. Como é que se faz?
E a sua presença, branca, branca, invade todos os poros do meu corpo e ainda me faz acreditar nas pequenas felicidades, aquelas, como uma pessoa enrolada numa toalha demorando ao meu lado, demorando, demorando até que virasse poesia. Cabelo molhado tocando o meu corpo com carinho, me tocando de leve, bem leve, como se fosse filme. Uma pessoa que me fizesse rir quando eu a tocasse, que me desejasse bom dia como se fosse um desejo de bom ano, que me dissesse "te amo" olhando para os meus olhos e que ainda visse algum brilho neles, como num quadro impressionista. Que me entendesse, que compreendesse que eu não sou aquilo que dizem e mesmo assim me achar interessante o suficiente para estar ao meu lado.
Mas as palavras não são boas o suficiente, porque eu sou comum demais, porque tenho um coração que bate acelerado demais, mãos que tremem demais, uma pessoa desastrada demais, vira-lata demais, tudo demais. E tudo tão pouco pra dizer da sua presença branca e do bem que você me faz...

3 comentários:

Karina disse...

Linda!Minah linda!Bjos

Helena disse...

Gostei do texto.
Um belo jeito de dizer que se gosta de alguém (com um pouco de inveja).
Beijos Mara querida.

Anônimo disse...

muito lindo. primeira vez que passou por aqui, adorei.

e tenho certeza que a pessoa que escreveu esse texto tem palavras boas o suficiente sim. quanto as emoções, melhor assim, à flor da pele. :)