sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lygia X Maitê


Nunca gostei da atriz e agora escritora, Maitê Proença (e olha que até peça de teatro dessa mulher eu fui assistir para testar meu conceito formado). Já assisti alguns programas do "Saia Justa" da GNT com a presença da "ilustríssima", e vi que realmente ela não acrescenta neca a respeito dos comentários das outras, principalmente da filósofa Marcia Tiburi.

Mas o último episódio relacionando seu nome no jornal, Folha de São Paulo, me deu um certo asco. O episódio se resume assim: Proença estréia hoje no Rio de Janeiro, a peça de sua autoria, chamada: "As Meninas". A escritora (maravilhosa, um dos maiores nomes da literatura brasileira) Lygia Fagundes Telles, fez uma adaptação de seu livro para o teatro. O nome do livro? "As Meninas". A diferença é que o livro de Lygia é uma das coisas mais delicadas que uma autora já escreveu em nossa língua portuguesa. Lygia pediu que Maitê Proença mudasse o nome de sua peça, a atriz disse que tentou, mas "não conseguiu" e concluiu na coluna da Folha: "As Meninas é um nome de domínio público. É como árvore, o coqueiro, os homens. É um nome que o Velázquez usou num quadro de 1700. O Picasso escreveu 67 desdobramentos desse quadro de Velázquez que também se chamam "As Meninas".

Maitê, Velázquez e Picasso estão mortos, não foram escritores e não eram brasileiros. Lygia Fagundes Telles é brasileira, está viva e é um dos maiores nomes de nossa literatura, por que ela teria que mudar o nome de sua peça, se o nome do livro escrito por ela há mais de décadas é "As Meninas"?
Prepotência mais uma vez, falta de respeito, falta de humildade.

Chego a concluir que Maitê Proença é exatamente como uma árvore, um coqueiro. Não acrescenta absolutamente nada sozinha.

5 comentários:

Daniel Saes disse...

AAA Por favor, todos os louvores e méritos que lhe são de direito precisam ser reconhecidos à Maitê, afinal, como dramaturga, escritora e intelectual, ela estava espetacular na Playboy la pelo final da década de 80!


bjssss
Dani

Fernando Bassat disse...

Kkkkkkkkkk. Verdade.
Deve ter sido a única coisa realmente significativa que a dona beija já fez na vida.

Helena disse...

Certíssima no que escreveu e para completar falo daquela nossa conversa sobre 'falta de elegância'. As pessoas esqueceram o que é isso e como se aplica. Estamos jogados na selva e salve-se quem puder.
Viva Lygia!!!

Valentina disse...

Bom, nunca havia prestado atenção na Maitê Proença pra saber se ela é boa ou ruim, apenas me é indiferente. Já a obra da Lygia Fagundes Telles é ampla, vasta, generosa, emocionante, tocante, singela, humana. Escritora completa. E As Meninas é um livro não menor do que espetacular.
Beijo Ma.

G disse...

Colocado neste contexto das duas viverem no mesmo tempo.. vc tem razão Mara!
Mas..Os gregos inventaram tudo que ficamos repetindo até hoje, dá pra dizer algo que alguém já não tenha dito? Não acho tão simples assim!