segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sex and The City - O Filme




Como muitos amantes da série produzida pela HBO, fui conferir o longa, sem me preocupar com algumas críticas dizendo que o filme era longo demais, que poderia ser editado de uma maneira que parecesse mais ágil, que o tema principal havia se perdido e etc, etc.
Sim, o filme é longo. Sim, as vezes ele é lento, e na minha opinião, poderia ter sido editado em algumas ocasiões. Sim, o tema principal mudou. Estragou o resultado final? Não.
Poderia o tema central não ter mudado? Afinal de contas, minha gente, as fabulosas mulheres de Nova Iorque estão mais velhas e interessadas em outros assuntos. O erro não seria mostrar essas mesmas mulheres agora na casa de 40 e 50 anos com os mesmos interesses das mulheres de 20?

E não acredito que o filme assim como era a série tenha como assuntos principais, futilidades e apenas assuntos de mulheres. Isso eu também nunca entendi, o que são assuntos femininos e assuntos masculinos? Moda é assunto feminino e futebol é masculino? Poesia é coisa de mulherzinha e livros de detetives são coisa de macho? Isso é mais estereotipado do que os estereótipos que alguns dedicam à série e agora, ao filme.

E o que são futilidades? Num mundo povoado de revistas de fofocas, de famas repentinas, de danças do créu e derivados, falar de sexo, de sentimentos, de inseguranças, de medos, de vazios e de amor são futilidades? Será que a futilidade está no fato das personagens gostarem de sapatos Manolo, roupas Dior, Carolina Herrera e etc? Mas quais são as mulheres que não gostam? A diferença é que umas têm como gastar sua grana nisso, outras não conseguem pagar o aluguel. Mas a pergunta persiste: Seria o desejo de comprar esses utensílios uma futilidade?

Mas mais do que isso eu acredito que essas mulheres fabulosas tenham aberto caminho para tantas mulheres desejarem ser como elas: independentes, confiantes, e abertas à novas possibilidades. Será que isso também é politicamente incorreto?
Eu acredito na possibilidade de identificação e desaprovo o maniqueísmo de tantas críticas.

Sendo assim, salve salve Sex and The City, uma maneira televisiva e neste momento, cinematográfica inteligente, sensível e irônica.


5 comentários:

nina.harvey disse...

essa gente politicamente correta e 'intelectual' por demais enchem o saco. são uns chatos e não sabem tirar proveito de nada que não citem sartre ou heiddegger ou qualquer filósofo importante. o filme é bacana e sarah jessica parker e kim catrall são ótimas.

valentina_costa disse...

Amo de paixão!

Lisa disse...

Acredito que a futilidade está mais na falta de sentido. Ex: Uma mulher utiliza uma roupa de marca só pelo simples fato dela ser de marca e não porque a roupa é bonita, caiu bem no corpo, é estilosa. As coisas estão aí para serem consumidas, o conusomo desenfreado que é absurdo. Não consumir é impossivel. E falar de medos, sentimentos, paixões é filosofar e a filosofia verdadeira não possuí linguagens academicas.

Teu blogger está no:
http://www.rota66df.com/Pagina_Principal/Sub_Index.htm

Lisa

Fernando Bassat disse...

Bom, se a série e o filme são coisas de mulherzinhas eu sou uma! Acho hilário como os assuntos são tratados.
A Lisa colocou um ponto que eu queria falar, as mulheres da série usam sim roupas de marca mas acho que não é um consumo porque é de marca, mas porque elas se sentem bem com as coisas que compram.
Se eu tivesse dinheiro só usaria ternos armani!
Gostei muito do filme.

Helena disse...

Sou suspeita: amo Sarah Jessica Parker.