Lindas fotos, assim como espero que o novo filme da Sofia Copolla também esteja lindíssimo. Foi aplaudídissimo em Veneza e é um dos favoritos!!! Tô na torcida.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O Demônio do Meio-Dia

Só mês passado me dei conta da existência de "O Demônio do Meio-Dia - Uma Anatomia da Depressão", livro do jornalista Andrew Solomon, publicado em 2001 nos Estados Unidos. E levei um bom tempo lendo suas quase 700 páginas, não pela dificuldade da escrita, mas pela dificuldade do tema. Quem teve depressão - e 25% da população, tem ou teve - sabe da enorme desmotivação de se falar sobre os sintomas da maior doença contemporânea, embora ela exista há muito tempo. Sabe também do estigma, dos problemas familares que ela desencadeia e de tantas outras infelicidades que ela propicia. Mas devo advertir que embora tenha lido vários livros, artigos e estudos científicos sobre depressão, nenhum me comoveu tanto quanto o livro de Solomon. Seu trabalho é consequência de uma pesquisa meticulosa, de sua história de vida e de histórias de vida de tantas outras pessoas entrevistadas por ele. Não há a neutralidade científica, e sim, emoções humanas. Há estatísiticas, apenas para corroborar o que o autor escreve, e assim sendo, ele nos aproxima de maneira bastante intensa do universo da depressão e dos deprimidos.
Minha sugestão para aqueles que se interessam pelo assunto ou são conscientes de seu estado depressivo é a leitura do livro, e mais do que isso, rabisque o livro, tome notas, leia novamente. Como escreveu Virginia Woolf: "Tome nota e a dor vai embora". Pelo menos por um tempo.
A depressão é uma doença biológica, genética, psicológica, uma mistura de tudo? Nada e nenhuma ciência ainda conseguiu responder a essa questão de maneira esclarecedora, mas elas têm se unido para combater um mal que ainda hoje é visto de maneira deturpada e indiferente. Para muitos, depressão é preguiça, é enrolação, é trivial, justamente porque nunca passaram por isso, pelo dilema de querer realizar uma simples tarefa, como tomar banho e não ter forças para se levantar da cama. Logo, "O demônio do meio-dia" é uma explicação das condições existenciais de pessoas com depressão, mais do que isso, é um relato comovente de sobreviventes de colapsos nervosos, de pessoas abusadas fisicamente e mentalmente, de sujeitos cansados de viver, do abismo que a pessoa é jogada, dos medicamentos que são necessários e vitais para continuar lutando, pela terapia da fala, seja ela qual for, pela significância de um assunto que com o passar dos anos foi sendo extrememante banalizado.
Andrew Solomon não teve medo de nada ao escrever o seu livro: suicídio, homossexualidade, instituições psiquiátricas, médicos moralistas, descaso das autoridades e governo. O que ele quis foi exatamente provocar discussões sobre o tema ao procurar e pesquisar uma gama interminável de opiniões, tratamentos e além, dar esperanças a quem precisa. Seu livro é um grito de ajuda e uma mão estendida para aqueles que necessitam. Uma obra prática, mas nem por isso, apenas objetiva, ela também é poética. Porque todos aqueles que são depressivos (eu sou uma - me livrei da depressão, mas não do ânimo depressivo) sabe assim como Solomon que só a beleza, a arte, o amor e a preocupação com o que de fato importa, vale a pena.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Saúde e humor deploráveis
Começou com uma gripe forte, o corpo estendido na cama com dores de quem foi atropelado por um caminhão, mais tarde após alguns (ou muitos) - depende do ponto de vista - remedinhos, melhorei. Então veio uma picada de algum inseto miserável e um dia depois minha perna parecia a de um elefante. Hospital, soro, anti-alérgico. Melhorei. Mas veio outra gripe e me baqueou, dor de ouvido, daquelas de chorar igual criança que perdeu a chupeta. Mais remédio, antibiótico. E agora, com uma tosse fudida, ainda com dores no ouvido, vieram as reações adversas da bula: náusea, tontura, dor de cabeça e vertigem!!!
O corpo já não funciona como antes e eu já não tenho mais 20 anos. Ok, disso eu já sei, mas precisa-se de mil afecções para eu ter certeza??? E ainda dizem que deus existe...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Mistura
Love me love me love me say you do. Better run run run run to me. E por sonhar o impossível, ah, sonhei que tu me querias. I faced it all and I stood tall and did it my way. Há tanta coisa que eu preciso lhe dizer quando o desejo que me queima se acalmar preciso de você para viver. My mind is muddy but my heart is heavy does it show? Eu ando em frente por sentir vontade. I hear in my mind all these voices I hear in my mind all these words I hear in my mind all this music and it breaks my heart and it breaks my heart. She doesn´t know I exist I'm gonna keep it like this. A gente ri a gente chora fazendo a noite parecer um dia faz mais depois faz acordar chorando pra fazer e acontecer verdades e mentiras faz crer faz desacreditar de tudo. Played out by the band love is a losing hand more than I could stand love is a losing hand. Dificilmente se arranca lembrança lembrança lembrança por isso da primeira vez dói por isso não se esqueça: dói mas naquela noite eu chamei você fodia de noite e de dia.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Bizarrices do prêmio Multishow
Já ouvi alguma vez que no Brasil existem mais prêmios sobre música do que música propriamente dita. Acertadíssimo! E emendo: Os prêmios são tão horrorosos e tenebrosos que já deixei de assisti-los há muito tempo.
Fico sabendo através de jornais os ganhadores e lamento, é claro. Não só os ganhadores, mas os indicados, em sua esmagadora maioria, péssimos.
Ontem ocorreu o prêmio Multishow. Vamos à algumas pérolas:
Melhor cantor foi para Samuel Rosa do Skank. Não nutro nenhuma simpatia especial por ele, mas o cara estava concorrendo com Caetano Veloso (não sei porque já que Caetano não lançou nada novo esse ano), mas já devia ter perdido, e entre eles estava: Di Ferrero (NX Zero) (?????), Lucas Silveira (Fresno) (????????????), e Dinho Ouro Preto (ok, passa...).
Melhor cantora foi para a chatésima, Ana Carolina, que concorria com Maria Gadu (essa aí já virou estrelinha), Pitty (gosto de algumas poucas coisas), e as baianas populares e idênticas, Ivete Sangalo e Cláudia Leite.
Maria Gadu ganhou a categoria de melhor álbum (não ouvi, mas francamente, melhor álbum entre todos os lançados na música brasileira nos últimos 12 meses? me poupe) e concorria com os álbuns de NX Zero, Hori (quem é esse povo?), Lucas Silveira (nunca ouvi falar) e Pitty.
O melhor clipe foi para a banda adolescente NX Zero, que concorria com outra banda adolescente colorida e intragável, Cine, Pitty, Skank e Hori. (lembrei, essa bandinha é do filho do Fábio Jr.)
Melhor grupo: Banda Cine. É pra chorar, porque os concorrentes também estavam "a mesma altura". NX Zero, Restart, Titãs e Skank.
Como instrumentista, o Rodrigo Tavares da banda Fresno ganhou do superfantástico Cesinha que já tocou com Marisa Monte e Vanessa da Matta, (único ao lado de Caetano Veloso, de todos os indicados a este prêmio), a serem realmente estupendos e merecedores de algum prêmio.
O show de bizarrices não pára por aí: melhor show: Ivete Sangalo, melhor música: Recomeçar, do Restart, revelação: Luan Santana.
Eu não sou dessas por aí que lamenta a situação atual da música brasileira e fica ouvindo Tom Jobim, Elis Regina, Toquinho, Nara Leão e Vínicius o dia todo, porque acredito realmente na potencialidade da nossa música. Há gente fabulosa por aí, e não falo só dos pouco mais antigos como Marisa Monte e Nana Caymmi por exemplo, mas de gente como Lenine, Otto, Pato Fu, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Ceumar, Mart'nália, Luiza Possi, Mariana Aydar, Roberta Sá entre tantos outros.
Mas é isso aí, esse tipo de prêmio representa o gosto popular, e desculpe a palavra, mas o gosto popular é foda de tão ruim. A educação cultural é zero. O conhecimento musical é nulo. O bom gosto não existe e a gente então tem que se contentar com essas musiquinhas fuleiras desses artistas não menos fuleira tocando nessas rádios trágicas que existem.
Hoje em dia vejo que a educação que tive dos meus pais e familiares na infância quando eles colocavam na vitrola um disco de Chico Buarque, ou de Milton ou de Caetano me deu subsídios para ter um esclarecimento maior do que presta. Pena que a maioria das famílias não são como a minha.
Mas cultura, galera, adquire-se com o tempo também. Tem gente que é acomodada e burra mesmo. Logo merecem essa galera torpe. Como escreveu Nando Reis, cantado lindamente por Marisa Monte: "Para você o que você gosta, diariamente".
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Rio, eu te amo
Foi divulgado o primeiro cartaz do terceiro filme da série "Cities of Love". Depois de Paris e Nova York, a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro. Diretores confirmados para o projeto: Fernando Meireles e José Padilha.Agora é só esperar...
Amei o primeiro em Paris, já o segundo, esqueci totalmente, de tão insignificante que o filme foi para mim.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Campanha Eleitoral
O candidato à presidência do PSDB, José Serra, se vincula a Lula na TV. Na propaganda eleitoral, o tucano aparece ao lado do presidente e ao fundo o locutor diz: "Serra e Lula, dois homens de história, dois líderes experientes".
Resumindo: Impossibilitado de confrontar a popularidade de Lula, Serra vende-se como pseudoaliado. É patético, quase triste...
José Serra está todo atrapalhado, ataca Dilma e o PT, mas simultaneamente se esforça preservando Lula. Faz algum sentido???
domingo, 15 de agosto de 2010
Volta meu amor
Há um silêncio que ecoa entre os pequenos detalhes da rotina dos dias que foram construídos para duas pessoas e agora sou eu, aqui sem você, a escova de dentes sem par, o armário armazenando pouquíssimas roupas suas, um prato só, a televisão desligada, a falta de risadas animando o apartamento, filmes assistidos sem poderem ser comentados.
Sem novela, sem cochilos durante a tarde, sem o abraço que conforta, sem a espera do horário da sua chegada durante a semana. Telefonemas doem e afloram a solidão. Quero e não quero ouvir a sua voz e os dias passam lentamente enquanto espero a sua volta.
Volta logo meu amor, volta para nossa casa, pra mim.
Volta que tá tudo muito triste, sem graça, sem cor, sem beijos, então, por isso, beijo sua foto e mando outros tantos com esperanças que você sinta algum tipo de vibração positiva.
Mamãe e Mari perguntam de você, Pedrinho sente sua falta.
Mas eu continuo e aguardo o dia 20 desse mês para poder tirar o atraso das demonstrações do nosso amor. Porque te amo mesmo longe e você está aqui em todos os detalhes, em todos os espaços, nos objetos, em mim.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dica familiar
Uma dica que dou para todas as pessoas que tem irmãos e que não morem mais juntos: passe alguns dias com eles. Digo isso porque ultimamente tenho passado muito do meu tempo com minha única irmã. Primeiramente ela me chamava para ajudá-la com meus sobrinhos, e ainda faço isso, mas pra mim, é bem mais que meramente isso, é simplesmente descobrir quem é o ser-humano que ela se tornou depois de casada, depois de anos separadas da mesma casa que habituamos a conviver, é viver e reviver e chorar e rir juntas. É tirar fotos juntas. É preparar uma comida e comê-la juntas, comentar a novela, o jornal, ou qualquer bobagem da televisão. É renovar esperanças e acreditar que ainda pode, tudo pode, ainda dá, tudo dá, ou não. É emprestar o colo, é se tornar mais uma vez, íntimas, é revelar segredos, paixões, vexames. Sem medo, sem julgamento, sem críticas.
Abraçar, beijar, ajudar, dizer palavras carinhosas. Isso tudo ainda pode, ainda dá.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"Preciosa" e "Um Sonho Possível" em DVD


"Preciosa" e "Um Sonho Possível" têm características parecidas. Os dois filmes tratam basicamente de ambientes hostis para pessoas negras de baixa renda nos Estados Unidos contemporâneo que de alguma maneira são acolhidas por pessoas brancas com um 'bom coração'. Mas existem diferenças avassaladoras: enquanto em "Preciosa", o roteiro é cru, sem rodeios e sem enrolações - um filme enxuto e curto - assim como o livro que lhe deu origem, de um linguajar pesado e extremamente triste e devastador, "Um Sonho Possível", é muitas vezes cansativo em mais de duas horas de filme, num roteiro abrangente - não com isso, que seja intrigante. Nem sempre o detalhismo ajuda numa obra de ficção.
Eu consigo enxergar várias 'Preciosas' mundo afora; maltratadas e humilhadas, sem uma educação que lhe sirva de consolo ou que possa ajudar a sair da pobreza física e mental absoluta, enquanto eu não consigo enxergar mundão afora uma família tão bondosa e decente, que não discute e sempre concordam como em "Um Sonho Possível".
Mas se os dois filmes têm algo em comum e bom é que ajudam a levantar a bandeira contra o racismo, e em contrapartida, nos faz enxergar como fazemos tão pouco pelo próximo - por preguiça ou por incapacidade. Que esses dois filmes consigam nos motivar a sermos melhores, conosco e com os outros, independente de crença, raça e o diabo a quatro.
E digo com maior prazer: Sim à tolerância. Sim à diversidade.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Sobre voto e suas consequências

Tentando responder as duas perguntas nos comentários do post anterior nesse mesmo texto.
Inicialmente estava pensando em votar na candidata do PV, Marina Silva. Mas algumas coisas em sua postura me intrigaram: primeiramente ela é evangélica, e isso pode colocar absolutamente tudo a perder em relação ao meu voto. Se sua escolha não interferisse em sua conduta política, estaria tudo em casa, mas ela já respondeu questões que muito me interessam, baseadas em sua crença religiosa, tais como o seu NÃO incentivo à pesquisa de células-tronco. Imagino então outras questões que são essenciais para mim como legalização da prática do aborto e a união civil de homossexuais. Todo mundo sabe que esses assuntos "delicados" são tabu para a Igreja, seja ela qual for. Perdeu meu voto. Além de não ter a mínima chance de vencer as eleições, então quem votar na candidata do PV, vota indiretamente no candidato do PSDB, José Serra, porque a candidata do PT, Dilma Rousseff não conseguiria ganhar no primeiro turno e daria um fôlego para o tucano mentiroso e safado. Logo meu voto é para a Dilma e mais um mandato para o Partido dos Trabalhadores, que merece a minha confiança pelas melhoras e crescimento do país. Aliás, Dilma no programa "Roda Viva" da TV Cultura foi questionada sobre esses assuntos que falei anteriormente e suas respostas me agradaram. Sobre a legalização do aborto, disse ela que deve ser uma prática sustentada pelo governo federal para que as mulheres não tenham que morrer numa mesa de açougueiro. E se disse a favor da união civil dos homossexuais, que como cidadãos merecem todos os direitos da união heterossexual. (Só lembrando que quem trouxe esse assunto em pauta pela primeira vez no Brasil, foi a petista, Marta Suplicy).
Eu quero que o Brasil continue crescendo e que um dia eu possa ter mais orgulho de fazer parte desse país e não admirar apenas a música, o teatro, artes plásticas, a poesia e a literatura que continuam ainda tão marginais nesse país que cultiva e têm como ídolos, criaturas sem o menor talento e as que possuem vivem em teatros obscuros ou que não aguentam viver sem dinheiro e acabam se vendendo para a TV Globo.
Só critica o país quem gosta e deseja mais dele. Eu sou uma dessas pessoas.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Quem se dá o trabalho?
Estava aqui "ouvindo" o Jornal Nacional, quando este apresentou a reportagem do projeto de lei em que bater em crianças será punido por lei. Como psicóloga, o fato de bater ou dar umas palmadas nas crianças é sim, de alguma maneira, um ato criminal: bater em alguém que não pode se defender. Até aí tudo certo. Se não fosse uma palhaçada!
A minha pergunta é simples: Quem é que vai fiscalizar essa lei dentro das milhões de residências do país? E a minha conclusão ainda é mais simples: Nossos governantes escolhem leis que não podem ser fiscalizadas, exatamente para não ter problemas em relação a elas.
Ao invés de lei, não seria o certo uma educação que contasse com a ajuda de profissionais especializados para explicar às pessoas o mal que agressões físicas provocam psiquicamente nas crianças?
Ah, mas esqueci, nesse país não há educação e leis que combatam a "burrice", o "ignorante", o "fútil", o "vulgar". Nesse país existe o futebol, o samba, a cerveja e pessoas desavisadas esperando um milagre chegar do céu...
sábado, 10 de julho de 2010
Um toque de doçura
Bom resto de semana pra todos e para quem gosta de boa música fiquem com a escolhida da vez! Sessão Levis Pionner com She & Him. Sweet.
E para aproveitar ainda mais o toque sensível, aluguem "500 dias com ela", se deliciem com a história e ouçam a trilha sonora, bacanérrima.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O que salva
Existem épocas que você quer meter uma bala na cabeça; por desespero, por dor, por incompreensão de si e dos outros, por medo, por loucura, pelo diabo que o parta. Daí você respira um pouco mais fundo e percebe vida naquele seu corpo que até então passou desapercebido. O corpo salva a cabeça muitas vezes e o pulso continua pulsando.
Até quando?
"Minha professora, eu aprendi tudo errado". (Edgard Scandurra)
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