Que é que acontece com as pessoas? Vontade de gritar: Puta que o pariu. Enquanto isso vou tomando os remedinhos para dor de cabeça, para dor nas costas, para ansiedade, para dor na alma. Dores do mundo que não são minhas. Não são, nem quero que sejam, e no final, são tão minhas que eu as abraço e depois me torturo, me dilacero, me entristeço, me enlouqueço. Sim, não é o mundo que me enlouquece, sou eu, com as minhas vertigens baratas, meu conteúdo vagabundo, minhas cretinices sem fim. E tudo isso é desespero? É desesperador ser tão desesperado. Nessas horas a vontade é de encher a cara na padaria mais nojenta da cidade com cachaça das mais baratas e brindar o que não vem e nunca virá. Saúde!
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Blue Valentine - Namorados para Sempre

Uma história de amor. Uma história de quase amor. Uma história da perda do amor. Tantas histórias em uma (ou em várias que encontramos cotidianamente), tantos desesperos, tanta desesperança, muitos conflitos e algumas loucuras.
O medo de continuar vivendo e de continuar sofrendo em um relacionamento que já se tornou um abismo, o medo de se separar desse abismo, da rotina, da angústia já tão familar, tão nossa.
"Blue Valentine" é uma pequena pérola do cinema por ser tão cruel, cru, vívido com o espectador. Identificamos nossa própria finitude, não só amorosa, mas a finitude dos nossos sonhos, do nosso corpo, dos nossos prazeres, da vida enfim.
Por que é tão complicado manter um relacionamento? Acredito que muitas vezes cansamos de nos torturar, de nos machucar e por isso começamos a ferir o outro. E o outro também cansado das próprias feridas, não suporta a dor compartilhada. Está fatigado.
Mas o filme não é só desesperança, ele nos mostra que apesar das dores que nos acompanham, é melhor ter vivido um grande amor do que não ter vivido nenhum. Faz parte da nossa condição.
A minha pergunta é: a condição humana é bonita ou é simplesmente triste?
O medo de continuar vivendo e de continuar sofrendo em um relacionamento que já se tornou um abismo, o medo de se separar desse abismo, da rotina, da angústia já tão familar, tão nossa.
"Blue Valentine" é uma pequena pérola do cinema por ser tão cruel, cru, vívido com o espectador. Identificamos nossa própria finitude, não só amorosa, mas a finitude dos nossos sonhos, do nosso corpo, dos nossos prazeres, da vida enfim.
Por que é tão complicado manter um relacionamento? Acredito que muitas vezes cansamos de nos torturar, de nos machucar e por isso começamos a ferir o outro. E o outro também cansado das próprias feridas, não suporta a dor compartilhada. Está fatigado.
Mas o filme não é só desesperança, ele nos mostra que apesar das dores que nos acompanham, é melhor ter vivido um grande amor do que não ter vivido nenhum. Faz parte da nossa condição.
A minha pergunta é: a condição humana é bonita ou é simplesmente triste?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Cabeça esquizo
Dentro de mim há esse espaço infinito que me tortura dia sim e outro também. "E se eu me ferisse?", "E se eu me cortasse?", "E se eu pulasse da janela?", "E se algo acontecesse, alguém sentiria minha falta por mais de 5 minutos?".
Ela me diz que nada do que ela me dá é suficiente. Será que ela tem razão? Será que eu realmente sou um pé no saco?
Papai disse que eu era uma boa pessoa. Papai morreu do coração. Ele não me sabia, não me conhecia. Será que morreu de desgosto?
Enterro meus pensamentos. Tenho que trabalhar, ser funcional, ser útil, ganhar dinheiro, ser educada com os outros, fingir fortaleza. Ok. Vambora para o mundo de mentirinha.
Ela me diz que nada do que ela me dá é suficiente. Será que ela tem razão? Será que eu realmente sou um pé no saco?
Papai disse que eu era uma boa pessoa. Papai morreu do coração. Ele não me sabia, não me conhecia. Será que morreu de desgosto?
Enterro meus pensamentos. Tenho que trabalhar, ser funcional, ser útil, ganhar dinheiro, ser educada com os outros, fingir fortaleza. Ok. Vambora para o mundo de mentirinha.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Diariamente, o bizarro
Acabo de ler na "Folha de São Paulo" que a Igreja Internacional da Graça firmou parceria com Itaú, Banco do Brasil e Bradesco para que os fiéis paguem seu dízimo por débito automático. Parece que eu vejo de tudo nesse mundo e não morro.
O mais interessante é que se o fiél não tiver dinheiro em determinado mês, a igreja (assim mesmo com i minúsculo) não o colocará na lista do SPC e do SERASA. Como eles são bacanas!!!
Nesses momentos eu agradeço a criação que tive, a educação e a cultura que me foram passadas e o incentivo a questionar qualquer coisa ao meu redor, porque a bizarrice não é mais excessão, é regra.
Ô mundo negro esse...
O mais interessante é que se o fiél não tiver dinheiro em determinado mês, a igreja (assim mesmo com i minúsculo) não o colocará na lista do SPC e do SERASA. Como eles são bacanas!!!
Nesses momentos eu agradeço a criação que tive, a educação e a cultura que me foram passadas e o incentivo a questionar qualquer coisa ao meu redor, porque a bizarrice não é mais excessão, é regra.
Ô mundo negro esse...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
A menina querida, o mundo e eu
Um dia, há alguns anos atrás, uma menina muito querida, porém um pouco louca, me disse que se cortava com facas e canivetes para que seu sangue "preto e impuro" saísse do seu corpo.
Ela não é muito mais doida que nós, "seres normais", que apesar de levarmos nossas vidas acima de qualquer suspeita, cometemos nossos pecados, nos sujamos por tão pouco e nos machucamos com culpas e remorsos carregados dia após dia.
Minha menina querida tinha razão, seu sangue era tão impuro quanto o nosso, mas como uma vez, disse Freud: é uma pena que na maioria das vezes para entendermos o mundo a nossa volta precisamos estar doentes.
Ela tem essa compreensão e entende o mundo (e chora e se machuca por ele). A maioria que não tem rótulos psiquiátricos e não se auto-mutilam não entendem bulhufas desse mundo.
Eu não entendo mais.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sensação do dia
Acordada por telefonema chatésimo, noite mal-dormida, dor de cabeça e tosse. Até o chocolate do chocolate quente que eu tentei fazer estava estragado. Tudo junto e misturado e eu penso em Clarice, e ela sussurra pra mim: "A esperança é um filho não nascido, só prometido, e isso dói". Ok! Pode parar de sussurrar agora, já entendi o recado.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Dicas da Semana
Ouçam os dois discos dessa cantora fofa chamada Tiê!
Outra cantora brazuca bem boa é a nada carioca Thaís Gulin, embora faça homenagens implícitas e explícitas ao Rio de Janeiro.
Ouçam!!!!
Outra cantora brazuca bem boa é a nada carioca Thaís Gulin, embora faça homenagens implícitas e explícitas ao Rio de Janeiro.
Ouçam!!!!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Frase do dia
I Always Crash in the Same Car já dizia o poeta. Metaforicamente perfeito. Lindo. Triste. Verdadeiro. E só de cantarolar a frase, sangra.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
# Eu Sou Gay



Neste exato momento, o Supremo Tribunal Federal está votando sobre a união civil dos homossexuais, e por enquanto falta apenas um voto para que essa imensa maioria de brasileiros consiga direitos iguais a todos os outros que trabalham e pagam seus impostos. Mas a pergunta que não cala é: a discriminação vai diminuir?
Acabo de ler em um dos blogs da "Folha de São Paulo", que a jornalista Carol Almeida, 31, teve uma idéia que está circulando pelas redes sociais. Chocada com a morte de uma garota de 16 anos de idade em Goiás que foi assassinada pelo pai da menina que ela namorava, Carol escreveu: "Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil de acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando".
Nascia assim, o projeto "Eu sou gay". Procurem mais para saberem! E palmas para a iniciativa da jornalista Carol Almeida.
Foto 1: Toda a galera aderindo
Foto 2: A banda "Cansei de Ser Sexy"
Foto 3: A atriz Hermila Guedes
Foto 4: Redação da revista "Trip"
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dicas da Semana
É o que eu não páro de ouvir!! E ficou ainda mais bela nessa versão "light". É para escutar muitas e muitas vezes.
Outra dica é o filme, "Pânico 4". Que "Rede Social" que nada. Se é para falar de um assunto sério que seja, no mínimo divertido. E o quarto filme da franquia retrata claramente a visão adolescente de 15 minutos de fama, das visões medíocres e pequenas controladas pela tecnologia e meios interativos na internet. Salve, salve Wes Craven, Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette. E não se enganem, em nenhum momento, nenhum dos filmes "Pânico", foi filme de terror!!
Outra dica é o filme, "Pânico 4". Que "Rede Social" que nada. Se é para falar de um assunto sério que seja, no mínimo divertido. E o quarto filme da franquia retrata claramente a visão adolescente de 15 minutos de fama, das visões medíocres e pequenas controladas pela tecnologia e meios interativos na internet. Salve, salve Wes Craven, Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette. E não se enganem, em nenhum momento, nenhum dos filmes "Pânico", foi filme de terror!!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Alguns Livros

Quando comprei "Sinuca de Bico", não esperava muito dele. Mas no final, a surpresa: delirei. Guardadinho na memória, o primeiro livro do norte-americano JoshBazell já vai virar filme (segundo fiquei sabendo pela internet), vale cada página.
Sinopse: Implicante, ranzinza e com um humor negro cruel, Dr. Peter Brown é o último médico que gostaríamos de encontrar na emergência do hospital. O que ninguém sabe, porém, é que por trás de sua figura debochada, Peter esconde um passado inusitado: ele é Brwna, ex-matador da Máfia com um talento nato para a violência. Sua rotina no hospital é ameaçada quando um novo paciente o reconhece dos tempos da Máfia. Agora, Peter conta com as próximas oito horas de plantão para salvar o doente – e a própria pele – numa delicada cirurgia ou terá que enfrentar a vingança da Cosa Nostra.
O outro livro indicado é "Box 21", dos mesmos autores do muito criticado por mim aqui no Blog, "A Besta", dos autores suecos Anders Roslund e Börge Hellström. Não consegui parar de ler...
Sinopse: Uma mulher gravemente ferida chega a um dos maiores hospitais de Estocolmo. Os médicos, horrorizados, descobrem que os ferimentos foram causados por espancamento. Seu nome é Lydia Grajauskas. Três anos antes, Lydia e sua amiga Alena Sljusareva foram seduzidas pela promessa de uma vida melhor em Estocolmo, porém, em pouco tempo descobriram que foram vendidas a aliciadores para serem escravas sexuais. Ainda durante a viagem, as jovens são estupradas e espancadas. Ao chegarem ao seu destino, são aprisionadas em um cativeiro e obrigadas a se prostituir. O policial Sven Sundkvist e o introspectivo detetive Ewert Grens – o mesmo que encontramos no livro A Besta – estão de plantão quando Lydia é resgatada e levada ao hospital. Ao chegarem lá, porém, eles têm outro objetivo em mente: interrogar um traficante de drogas que é levado ao mesmo hospital após sofrer uma overdose. Sundkvist e Grens sabem que o traficante foi companheiro de cela do mafioso Jochum Lang, um criminoso que 25 anos antes, foi o responsável por ferir a companheira e parceira de Grens, deixando-a com danos cerebrais e físicos irreversíveis. Enquanto Lydia está no hospital, Alena consegue fugir. Orientada por Lydia, ela caminha até a Estação Central de Estocolmo onde os poucos pertences que conseguiram juntar estão guardados em um armário, o Box 21. Alena consegue levar o conteúdo do armário para Lydia que partirá em uma busca desesperada por vingança. De maneira surpreendente, histórias paralelas se encontram carregadas de tensão, e caminham para um inesperado clímax.
E para terminar, outro livro genial do escritor Tom Perrotta, de "Criançinhas". "A Professora de Abstinência é uma crítica ferrenha ao estilo de vida ocidental e seus valores.
Sinopse: Por querer ensinar jovens a ter prazer com responsabilidade, a professora de Educação Sexual Ruth é perseguida pelo Tabernáculo do Evangelho Verdadeiro, uma pequena , mas ativa igreja evangélica, e acaba sendo obrigada a ensinar abstinência sexual. Tim Mason, ex-roqueiro, ex-drogado, ex- alcoólatra que só conseguiu dar um jeito na vida depois de aceitar Jesus e se converter, é o treinador de futebol da filha de Ruth, e por isso os dois são obrigados a conversar, mesmo desconfiando um do outro. Apesar das diferenças e preconceitos, eles acabam descobrindo que partilham um desejo comum: defender sua convicções. A professora de abstinência é um romance forte, que nos coloca diante de velhos tabus sob uma roupagem contemporânea e que expõe não somente a hipocrisia na sociedade americana como em todo mundo.
Boa leitura!!!
Sinopse: Implicante, ranzinza e com um humor negro cruel, Dr. Peter Brown é o último médico que gostaríamos de encontrar na emergência do hospital. O que ninguém sabe, porém, é que por trás de sua figura debochada, Peter esconde um passado inusitado: ele é Brwna, ex-matador da Máfia com um talento nato para a violência. Sua rotina no hospital é ameaçada quando um novo paciente o reconhece dos tempos da Máfia. Agora, Peter conta com as próximas oito horas de plantão para salvar o doente – e a própria pele – numa delicada cirurgia ou terá que enfrentar a vingança da Cosa Nostra.
O outro livro indicado é "Box 21", dos mesmos autores do muito criticado por mim aqui no Blog, "A Besta", dos autores suecos Anders Roslund e Börge Hellström. Não consegui parar de ler...
Sinopse: Uma mulher gravemente ferida chega a um dos maiores hospitais de Estocolmo. Os médicos, horrorizados, descobrem que os ferimentos foram causados por espancamento. Seu nome é Lydia Grajauskas. Três anos antes, Lydia e sua amiga Alena Sljusareva foram seduzidas pela promessa de uma vida melhor em Estocolmo, porém, em pouco tempo descobriram que foram vendidas a aliciadores para serem escravas sexuais. Ainda durante a viagem, as jovens são estupradas e espancadas. Ao chegarem ao seu destino, são aprisionadas em um cativeiro e obrigadas a se prostituir. O policial Sven Sundkvist e o introspectivo detetive Ewert Grens – o mesmo que encontramos no livro A Besta – estão de plantão quando Lydia é resgatada e levada ao hospital. Ao chegarem lá, porém, eles têm outro objetivo em mente: interrogar um traficante de drogas que é levado ao mesmo hospital após sofrer uma overdose. Sundkvist e Grens sabem que o traficante foi companheiro de cela do mafioso Jochum Lang, um criminoso que 25 anos antes, foi o responsável por ferir a companheira e parceira de Grens, deixando-a com danos cerebrais e físicos irreversíveis. Enquanto Lydia está no hospital, Alena consegue fugir. Orientada por Lydia, ela caminha até a Estação Central de Estocolmo onde os poucos pertences que conseguiram juntar estão guardados em um armário, o Box 21. Alena consegue levar o conteúdo do armário para Lydia que partirá em uma busca desesperada por vingança. De maneira surpreendente, histórias paralelas se encontram carregadas de tensão, e caminham para um inesperado clímax.
E para terminar, outro livro genial do escritor Tom Perrotta, de "Criançinhas". "A Professora de Abstinência é uma crítica ferrenha ao estilo de vida ocidental e seus valores.
Sinopse: Por querer ensinar jovens a ter prazer com responsabilidade, a professora de Educação Sexual Ruth é perseguida pelo Tabernáculo do Evangelho Verdadeiro, uma pequena , mas ativa igreja evangélica, e acaba sendo obrigada a ensinar abstinência sexual. Tim Mason, ex-roqueiro, ex-drogado, ex- alcoólatra que só conseguiu dar um jeito na vida depois de aceitar Jesus e se converter, é o treinador de futebol da filha de Ruth, e por isso os dois são obrigados a conversar, mesmo desconfiando um do outro. Apesar das diferenças e preconceitos, eles acabam descobrindo que partilham um desejo comum: defender sua convicções. A professora de abstinência é um romance forte, que nos coloca diante de velhos tabus sob uma roupagem contemporânea e que expõe não somente a hipocrisia na sociedade americana como em todo mundo.
Boa leitura!!!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Mantendo o foco
Uma certa vez, com muito medo de não conseguir terminar um trabalho complicadíssimo para a faculdade, eu perguntei a melhor professora que eu tive - a melhor que alguém poderia ter - com que tempo eu faria tudo aquilo. Ela me respondeu: "O que você faz entre às 22h e 6 da manhã?"
Eu tenho que manter isso em mente. Só por alguns dias, só por alguns meses. Só...
Eu tenho que manter isso em mente. Só por alguns dias, só por alguns meses. Só...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Massacres adolescentes

Massacre em escola do Rio de Janeiro. Uma tristeza só. E para piorar estou lendo em alguns lugares que todo esse tipo de violância se dá porque os jovens são influenciados por entretenimento violento. Aí eu fico triste pelo acontecimento e puta por causa de explicações leigas e de senso-comum.
As pessoas falam demais e se consideram todas psicólogas, psiquiatras e de áreas afins. Só esquecem que é preciso estudar um bocado para tentar entender o que leva um sujeito a metralhar pessoas. E pela centésima vez eu digo que filmes, video-games, música e afins, não tornam a pessoa um psicopata que mira na cabeça da vítima para ter certeza que ela vai morrer. Se assim fosse, eu mesma seria uma psicopata em potencial, já que assisto filmes grotescos, de violência explícita. Montros não nascem monstros, não há genes de psicoses, elas se tornam monstros.
Falando de maneira bem simplista: ou a criança teve uma boa educação ou ela não teve, ela foi humilhada e maltratada ou não foi, ela sofreu abusos psicológicos e físicos ou não sofreu e só dessa maneira ela se torna um adolescente e adulto bom ou não.
Para quem não gosta de ler obras de psicopatologia, psiquiatria e psicanálise, recomendo (mais uma vez, e recomendarei sempre) a obra incrível, fantástica e perfeita da escritora norte-americana, Lionel Shriver: "Precisamos falar sobre o Kevin". Tudo o que você sempre quis saber sobre massacres adolescentes em escolas está nessa obra literária.
E para terminar frizo mais uma vez em caps lock: FILMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, VIDEO-GAMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, LITERATURA NÃO TORNA UMA PESSOA ASSASSINA.
Ao contrário, se a criança teve uma educação de base boa, com mãe e pai presentes, com carinho, com limites, a arte salva. Logo, se você teve tudo isso, vá ler o livro da Shriver, vá assistir Funny Games (um dos filmes mais violentos e reais que assisti) e seja feliz...
As pessoas falam demais e se consideram todas psicólogas, psiquiatras e de áreas afins. Só esquecem que é preciso estudar um bocado para tentar entender o que leva um sujeito a metralhar pessoas. E pela centésima vez eu digo que filmes, video-games, música e afins, não tornam a pessoa um psicopata que mira na cabeça da vítima para ter certeza que ela vai morrer. Se assim fosse, eu mesma seria uma psicopata em potencial, já que assisto filmes grotescos, de violência explícita. Montros não nascem monstros, não há genes de psicoses, elas se tornam monstros.
Falando de maneira bem simplista: ou a criança teve uma boa educação ou ela não teve, ela foi humilhada e maltratada ou não foi, ela sofreu abusos psicológicos e físicos ou não sofreu e só dessa maneira ela se torna um adolescente e adulto bom ou não.
Para quem não gosta de ler obras de psicopatologia, psiquiatria e psicanálise, recomendo (mais uma vez, e recomendarei sempre) a obra incrível, fantástica e perfeita da escritora norte-americana, Lionel Shriver: "Precisamos falar sobre o Kevin". Tudo o que você sempre quis saber sobre massacres adolescentes em escolas está nessa obra literária.
E para terminar frizo mais uma vez em caps lock: FILMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, VIDEO-GAMES NÃO TORNAM UMA PESSOA ASSASSINA, LITERATURA NÃO TORNA UMA PESSOA ASSASSINA.
Ao contrário, se a criança teve uma educação de base boa, com mãe e pai presentes, com carinho, com limites, a arte salva. Logo, se você teve tudo isso, vá ler o livro da Shriver, vá assistir Funny Games (um dos filmes mais violentos e reais que assisti) e seja feliz...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Me espanta e eu gosto
Poucas coisas me surpreendem nas pessoas - em seu aspecto positivo, claro - mas algumas me deixam realmente admiradas, como por exemplo alguém escolher fazer um curso de russo sem necessidades especiais por causa de trabalho, mas por hobbie, ou ao invés de escolher uma viagem para os Estados Unidos, embarcar para a Ucrânia. Nos dias atuais, qual a verdadeira necessidade de se estudar "História da Arte"? Nenhuma, por isso, me admiro e me espanto. Gosto daquelas pessoas que ficam horas nas livrarias, mesmo não comprando nenhum livro, apenas mexendo, folheando, se intrigando com vários assuntos ao mesmo tempo. Daquelas outras que escolhem comprar cds que desconhecem o conteúdo ou assistir filmes que nunca ouviram falar, de países como China, Índia, Suécia apenas para conhecer o que não conhecem até então. Tem outras que amam experimentar novos sabores, comidas exóticas, mesmo que jamais voltem a comer a mesma coisa e admiro os "idiotas" que escalam montanhas, saltam de pára-quedas e outros tantos esportes radicais;todas essas pessoas sentem o que a esmagadora maioria não sente. Eles se libertam das amarras do senso-comum, das mesmices sem fim, da normalidade, dos critérios, do cotidiano bizarro estabelecido por celulares, computadores e tudo o que há de moderno, e convenhamos, chato. Eles são as pessoas que não perderam o interesse em existir, em descobrir, são crianças adultas que não perderam a curiosidade própria e inerente ao ser humano - que é desestimulado por nossa sociedade - de conhecer.
Acho honestamente que precisamos de mais gente assim para que esses animem os demais. E que o ânimo tome conta um pouquinho de nós, e de mim e de todos.
Acho honestamente que precisamos de mais gente assim para que esses animem os demais. E que o ânimo tome conta um pouquinho de nós, e de mim e de todos.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
100 coisas para fazer antes de morrer
Por acaso estava zapeando diante da TV e decidi assistir um programa que tinha acabado de começar no Multishow - embora não seja muito fã desse canal. O tal programa é norte-americano e chama-se "100 coisas para fazer antes de morrer". Um grupo de 4 amigos fez uma lista com ítens que gostariam de realizar antes de passar dessa para outra melhor ou pior. Não só coisas muito palpáveis, umas são bem surreais e podem ser bestas para nós, mas não para eles. No episódio que assisti, o ítem 59 era "convidar a mulher dos seus sonhos para sair", e a garota dos sonhos de um dos meninos é a atriz Megan Fox. Pois eles foram atrás dela em uma premiére, conseguiram se infiltrar entre os jornalistas e o rapaz conseguiu falar com ela - não teve a chance de convidá-la para sair e por isso o item não foi riscado da lista - mas o sonho de compartilhar poucas palavras com a "menina dos seus sonhos" foi encantador para ele e para mim, que assistia comovida a luta deles.
Nós desistimos fácil demais dos nossos sonhos, abrimos mão, deixamos pra lá com a primeira dificuldade no caminho ou nossos sonhos acabam sendo massacrados pela vida dura, pela rotina cansativa e por nosso desânimo. Será que no fundo achamos que os sonhos são para ficar apenas na esfera dos sonhos? Sonho não pode ser concretizado? Ou apenas temos preguiça de lutar por eles? Mais uma vez o comodismo contando mais alto. Pena, porque assim, acabamos por deixar de sonhar e nos tornamos pessoas cada vez mais duras, mais indóceis, menos felizes.
E se a gente fizesse nossa listinha particular? Eu vou ver se dou uma animada e faço uma pra mim. Pode ser um incentivo à criatividade e à esperança. Mas vou ser mais modesta, começarei com 50 coisas e um dia conto aqui se venho conquistando alguns dos meus ítens!
Obs: E ontem para animar minha vida um bocadinho, apareceu uma gatinha, filhotinha no meu percalço e não tive dúvidas: levei ela pra casa.
Vamos quebrar nossa rotina um pouco? Só pra variar...
Nós desistimos fácil demais dos nossos sonhos, abrimos mão, deixamos pra lá com a primeira dificuldade no caminho ou nossos sonhos acabam sendo massacrados pela vida dura, pela rotina cansativa e por nosso desânimo. Será que no fundo achamos que os sonhos são para ficar apenas na esfera dos sonhos? Sonho não pode ser concretizado? Ou apenas temos preguiça de lutar por eles? Mais uma vez o comodismo contando mais alto. Pena, porque assim, acabamos por deixar de sonhar e nos tornamos pessoas cada vez mais duras, mais indóceis, menos felizes.
E se a gente fizesse nossa listinha particular? Eu vou ver se dou uma animada e faço uma pra mim. Pode ser um incentivo à criatividade e à esperança. Mas vou ser mais modesta, começarei com 50 coisas e um dia conto aqui se venho conquistando alguns dos meus ítens!
Obs: E ontem para animar minha vida um bocadinho, apareceu uma gatinha, filhotinha no meu percalço e não tive dúvidas: levei ela pra casa.
Vamos quebrar nossa rotina um pouco? Só pra variar...
Assinar:
Postagens (Atom)